Numa tarde de Verão, debaixo de uma árvore, à beira rio, encontrava-se um menino. Os seus olhos brilhavam, tal como o reflexo do sol de fim de tarde nas águas calmas. Com as mãos disfarçadas atrás das costas, escondia as saudades que sentia do seu avô. Lembrava-se de um homem velhinho, que passou as últimas semanas da sua vida deitado numa cama, à espera que a morte o viesse buscar. Mas não se lembrava sequer de o seu avô verter uma lágrima de tristeza por saber qual o seu destino. Ele nunca falava de morte. A sua imaginação comprazia-se em coisas simples, cenas, episódios, com os quais se divertia.
Morreu meses depois, também numa tarde de Verão, quando os raios de sol, passando através das persianas, pareciam acariciar a colcha branca da cama. Mas o menino, continuava a ouvir a sua voz amiga, apenas ligeiramente rouca e continuava a ver o seu belo sorriso, compreensivo e bom.
Foi ele quem o ensinou que, com um pouco de imaginação, ninguém está completamente só. Nunca se esqueceu do que ele lhe disse naquela tarde: “A vida é na verdade feita de pequenos episódios, como uma colcha de retalhos. Só importa que em nenhum desses retalhos caiba um remorso demasiadamente grave, ou um arrependimento demasiadamente amargo…”
Ainda hoje, ele continua a crer que a beleza ou a miséria de uma vida dependem sobretudo disto…
Morreu meses depois, também numa tarde de Verão, quando os raios de sol, passando através das persianas, pareciam acariciar a colcha branca da cama. Mas o menino, continuava a ouvir a sua voz amiga, apenas ligeiramente rouca e continuava a ver o seu belo sorriso, compreensivo e bom.
Foi ele quem o ensinou que, com um pouco de imaginação, ninguém está completamente só. Nunca se esqueceu do que ele lhe disse naquela tarde: “A vida é na verdade feita de pequenos episódios, como uma colcha de retalhos. Só importa que em nenhum desses retalhos caiba um remorso demasiadamente grave, ou um arrependimento demasiadamente amargo…”
Ainda hoje, ele continua a crer que a beleza ou a miséria de uma vida dependem sobretudo disto…

Comentários
Engraçado tenho um livro de Educação Infantil, onde aarece essa frase, incompleta………..mas que dá para perceber o sentido.
Lara
Depois achas estranho que procurem por colchas de retalhos e bilros e etc…