Uma aluna do curso de Biomédicas da Universidade do Minho foi violada na madrugada de domingo passado por um outro aluno que identificou. A violação terá ocorrido n o recinto da Queima da Fitas, que na academia de Braga é designado por Gatódromo e está instalado em Dume, junto ao estádio municipal.
Segundo a descrição que a própria mãe da vítima – uma caloira, de 18 anos – fez ao JN, a jovem contou que tudo aconteceu junto à barraca de Biomédicas, entre as quatro e as cinco da manhã. A aluna tinha estado ali com amigas e bebera uma ou duas bebidas, quando o colega a puxou para trás da barraca. Ainda pensou que se tratasse de mais uma praxe. Recusou quando o colega tentou convencê-la a manter relações sexuais, mas depois foi dominada pela violência. Ainda gritou, mas de nada lhe valeu. “Foi violada de todas as formas”, disse a mãe da jovem.
Fonte: JN
Desculpem brincar com estas coisas, mas achei uma pérola o jornal ter escrito que a rapariga enquanto caloira só bebera uma ou duas bebidas (nestas coisas fica sempre bem dizer uma ou duas, porque duas já dá o desconto de ser uma festa e ter sido um excesso. Yeah, right.), mas a pérola reside na mãe a dizer que a filha foi violada de todas as formas.
Sim. Ser violado de todas as formas é realmente algo muito abrangente. Se fosse virgem, pode ir agora para um convento, porque ao menos vai com a consciência de que já experimentou tudo o que tinha a experimentar e que não gostou. E assim nasceu mais uma irmã para o Convento das Carmelitas. Mas espero que não se chame Lúcia, nem tenha 20 dioptrias em cada olho, ou senão teremos um novo avistamento, desta vez na Póvoa do Varzim.
Vai o bem o País com textos destes, presumo, de alguem que aprecia praxes e tradições. Eu, não. Lutei contra elas. Não consegui mesmo achar piada. Mas o defeito será meu em não conseguir defender o indefensável assim como também não leio o JN. Poupem-nos, bebam, vandalizem, violem e deixem as Universidades a quem lá anda por outras coisas.
Caro Pintoribeiro,
Ao contrário do que possa pensar, conheço poucas pessoas tão anti-praxe ou anti-tradição como eu.
Eu também não consigo achar piada a isso. Mas pior que aqueles que o fazem, são aqueles que se sujeitam a elas, por terem a cabeça fraca demais ou a personalidade demasiado influenciável para dizerem que não.
Aqui ninguém partiu à defesa ou à acusação de ninguém.
Já agora, poupe-nos também os moralismos ou como diria o Sócrates, poupe-nos aos “calvinismos morais radicais”.
qual o problema de se gostar de praxe? Eu curti a minha. Não fiz nada que não quisesse faze. Quando alguma coisa ia contra principios meus não fazia. E não tive problema nenhum.
Que tem a praxe a ver? O facto concreto é que a miuda foi violada.
alogicadosabino,
Não tem problema algum gostar-se da praxe. Eu não sou a favor, mas não sou contra aqueles que gostam. Sou contra é aqueles que lá andam e depois por trás criticam quem a faz, sem nunca se insurgirem.
Nem fui eu sequer que levantei o “problema” da praxe em relação à violação da miúda.
a perola reside na mae…
… Ser violado de todas as formas é realmente algo muito abrangente…
Não andasse tão tarde na rua…