
Os camionistas deixam-me louco. Uma coisa é um paralisação total, outra coisa é um bloqueio ou uma greve. Mas o exagero é algo muito grave.
A greve é um direito e nunca uma obrigação. Os camionistas têm direito à greve, mas não podem obrigar os outros a fazerem-no ou, conforme se verificou em Espanha, queimaram os seus camiões ou apedrejaram-nos (que são o seu ganha-pão). Imaginemos alguém que trabalha por conta-própria, qual será o valor da sua perda? Calculando os prejuízos materiais aliados aos prejuízos morais e psicológicos, os danos são ilimitados e praticamente irreversíveis.
Parece que começaram a desmobilizar. Mas desmobilizam com culpa de sangue e peso na consciência. Ganhem um pouco de consciência social e depois, aí sim, podem pensar em fazer uma greve. Desta vez, recorrendo a métodos mais razoáveis. Estamos a entrar numa anarquia total, em que todos acham podem fazer o que querem, sem consequências. Às vezes pergunto-me até onde isto irá parar.
Enquanto isto, vai demorar mais de 48 horas para reabastecer os postos, enquanto que os consumidores arrancam cabelos pelas longas filas e pelos preços elevados dos combustíveis
Por outro lado, o Governo Portugês foi punido pelo Tribunal Europeu, por cobrar IVA de 5% nas portagens do Tejo e foi obrigado a aplicar o IVA de 20%. Visto deste prisma ou o Estado Português suporta a diferença ou os automobilistas vão ter um aumento de 15% nas portagens. Um abuso.