Monthly Archives: Setembro 2006

Quem és verdadeiramente?

A meio da noite acordo de um sonho. A claridade da lua ilumina a minha face. Ecos na minha cabeça transformam cada sussurro num grito. Sonhei que podia voar pelo céu azul generoso e azul, sobre esta cidade agitada, seguindo-te sobre as copas das árvores, sobre a linha do metro, sobre as pessoas ansiosas que correm na calçada. Tentaria descobrir quem és verdadeiramente.
A meio da noite, com suores frios pelo corpo, na cama e com a janela aberta, fito o firmamento e penso em tudo o que disseste, quem és verdadeiramente.
Quem me dera poder voar agora, dar voltas sobre esta cidade, sobre o chão manchado de cinza. Seguiria o teu rumo, por portas entreabertas, para tentar descobrir quem és verdadeiramente.
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A Vida do Baltasar

Mais um menino da blogosfera! Aos poucos vou controlando isto tudo!
OBJECTIVO: O MUNDO!

A Vida do Baltasar

P.S.: Peço desculpa pela má qualidade dos desenhos! São feitos por mim…

A Razão da Minha Escrita

É um momento absoluto. Um momento de consagração entre a minha alma e a minha mente. Um momento de silêncio total. Um momento em que me entrego ao papel e sinto o aroma das palavras. A tinta começa a ganhar sentido e a definir o meu espírito. Esta é uma terapia através da qual a minha alma ganha contornos. Um momento sem censura, a não ser aquela que é auto-imposta. Momentos mágicos em que deixo a imaginação fluir e em que o discurso não tem de ser necessariamente lógico ou racional. É a minha lógica, a minha razão. Percebi que não as tenho e não me custa reconhecê-lo… Sou um simples rapaz. Vivo pequenos episódios. Sozinho. Eu e as palavras.

In a haze, a stormy haze,
I’ll be around,
I’ll be loving you always, always.
Here I am and I’ll take my time,
Here I am and I’ll wait in line always, always.

‘Chiado Terrasse’

Sessões de cinema em que se faz tudo menos ver filmes! O filme está a rodar… nós é que não lhe prestamos atenção! Comemos! Bebemos! Gritámos! Dançámos! ‘Variámos’!

… GOSTO!

É só partihar as nossas experiências! Somos pessoas muito vividas! Cheguei à conclusão: Somos TARADOS!

… GOSTO!

A nossa telepatia tem se tornado cada vez mais evidente! E tem andado muito activa! Fico impressionado! Somos especiais!

… GOSTO!

E EU GOSTO DISSO…
E TU GOSTAS DISSO…

Encontrei estas palavras no meu velhinho livro de Biologia:

You may not be an angel… ‘cause angels are so few!
Foste tu que escreveste! Lembrei-me de ti…
….GOSTO

É quase pecado o que se deixa, quase pecado o que se ignora…

A Colcha de Retalhos

Numa tarde de Verão, debaixo de uma árvore, à beira rio, encontrava-se um menino. Os seus olhos brilhavam, tal como o reflexo do sol de fim de tarde nas águas calmas. Com as mãos disfarçadas atrás das costas, escondia as saudades que sentia do seu avô. Lembrava-se de um homem velhinho, que passou as últimas semanas da sua vida deitado numa cama, à espera que a morte o viesse buscar. Mas não se lembrava sequer de o seu avô verter uma lágrima de tristeza por saber qual o seu destino. Ele nunca falava de morte. A sua imaginação comprazia-se em coisas simples, cenas, episódios, com os quais se divertia.
Morreu meses depois, também numa tarde de Verão, quando os raios de sol, passando através das persianas, pareciam acariciar a colcha branca da cama. Mas o menino, continuava a ouvir a sua voz amiga, apenas ligeiramente rouca e continuava a ver o seu belo sorriso, compreensivo e bom.
Foi ele quem o ensinou que, com um pouco de imaginação, ninguém está completamente só. Nunca se esqueceu do que ele lhe disse naquela tarde: “A vida é na verdade feita de pequenos episódios, como uma colcha de retalhos. Só importa que em nenhum desses retalhos caiba um remorso demasiadamente grave, ou um arrependimento demasiadamente amargo…”
Ainda hoje, ele continua a crer que a beleza ou a miséria de uma vida dependem sobretudo disto…

Big Brother. 6 anos depois.

Fez ontem, precisamente 6 anos, estava eu sentado no meu sofá, sintonizado na TVI, com toda a minha família, atentos para ver o que seria exactamente um reality-show, chamado Big Brother (O Grande Irmão).
O termo inglês Big Brother surgiu no livro de George Orwell intitulado 1984. Big Brother é, aí, o governo do mundo ocidental em um futuro fictício. Representado pela figura de um homem que, no fundo, não existe, vigia toda a população através das chamadas “teletelas” (nome dado a um dispositivo através do qual o Estado vigiava cada cidadão; era como que um televisor bidireccional, isto é, que permitia tanto ver quanto ser visto), governando de forma despótica, e manipulando a forma de pensar dos habitantes.
Com os meus 12 anos, eu não sabia isto e mesmo se soubesse também não me importava. Agora, com alguma maturidade intelectual, penso de maneira diferente.
Para mim, eram simplesmente, 12 pessoas fechados numa casa durante 120 dias e com 20 mil contos de prémio final.

Vi um programa na TVI, intitulado “Especial Big Brother – 6 anos depois”: um simples revivalismo da primeira edição deste reality-show.
Foi quando percebi que tinha mudado completamente a minha maneira de ser e de pensar. Após ver os resumos de alguns momentos, eu já não via 12 pessoas muito divertidas. Via um conjunto de ignorantes, que não conseguiam construir frases sem utilizar, no mínimo, a palavra ‘pá’, 5 vezes.
Observei a célebre cena do pontapé. A absoluta perda de controlo por parte dos intervenientes. Um pontapé que doeu mais psicológica do que fisicamente. Aí todos se aperceberam que estavam num programa de televisão e que não podiam fazer e dizer tudo o que queriam.
O interveniente (Marco Borges) dizia agora: “Eu não fui expulso. Eu saí de livre vontade”. O que é certo é que segundo o regulamento, era expressamente proibido o uso de qualquer violência, quer física, quer psicológica. Portanto sou levado a concluir que se não tivesse saído voluntariamente, teria sido expulso.

De qualquer modo e independentemente da minha opinião actual acerca do programa, foi desde o dia 24 de Setembro de 2000, que a TVI e outros canais mudaram totalmente a forma como conhecíamos a televisão. Desde então, surgiu o chamado entretenimento de massas, que a meu ver não tem benefício algum.
Lição que podemos tirar, 6 anos depois?
Esta foi, acima de tudo, uma experiência psicológica. Foi claramente visto, aos olhos de todos, como é difícil viver em comunidade e como a clausura nos leva a situações extremas em que os nossos limites psicológicos são postos à prova.
O vencedor desta edição (“Zé Maria”) preferiu manter-se, agora, no anonimato e não participar neste revivalismo do Big Brother. Do homem humilde que saiu desse programa, o que resta? Um homem iludido que não aguentou a pressão da comunicação social; um homem depressivo e com necessidade de tratamento psicológico.

É isso que queremos para os nossos filhos? Sinceramente, eu não. E dever-nos-á levar a pensar no que a televisão se está a tornar. O Big Brother veio para ficar, não em forma de reality show, mas encontra-se a vigiar toda a nossa vida quotidiana.

As pessoas banais falam sobre a sua vida.

As pessoas cultas debatem problemas.

Os génios têm ideias.

Canoagem C2

A selecção portuguesa de canoagem conquistou mais uma medalha nos Mundiais de maratonas, com o bronze da C2 Nuno Barros/José Sousa, que repetiu o feito de Beatriz Gomes sábado em Tremolat, França.

Taça do Mundo de Triatlo. Vanessa Fernandes

Vanessa Fernandes assegurou a vitória na Taça do Mundo de Triatlo, ao vencer a etapa chinesa em Pequim. Com o triunfo, a atleta portuguesa garante, desde já, um lugar na história da modalidade com 12 vitórias consecutivas.

Taça do Mundo de Triatlo

Os portugueses Bruno Pais e Duarte Marques classificaram-se em 13.º e 39.º lugares na etapa masculina chinesa da Taça do Mundo de Triatlo, em Pequim.

Palavras de Fim de Semana – II

Amor.Paixão.Loucura.Emoção.Coração.Amizade.
Entrega.Poder.Descanso.Princípio.
Vida.Felicidade.Honra.Virtude.

A Morte – II

Ela passeava pelo asfalto. A temperatura do chão queimava cada pegada sua. Caminhava com uns sapatos vermelhos na mão. O seu andar era débil e decrépito. Cada passo dado era uma fuga às responsabilidades. Cada suspiro era uma parte da sua alma que se soltava. O modo como o seu olhar se prendia no firmamento era revelador da sua ansiedade e da necessidade que tinha em avançar no tempo. Esquecendo a sua vida e as pessoas de quem amava, ela corria. Corria sofregamente, à espera de encontrar o fim da linha. Uma gota de suor escorria pela sua face. Confundia-se com as suas lágrimas. Lágrimas de despedida.

Correu. Passou por uma ponte. Pareceu-lhe um escape para outra dimensão. Os carros circulavam. Ela passava ao seu lado. Olhou o rio. As luzes dos candeeiros de rua reflectiam a sua índole.
Desprendeu-se da vida. Abriu os braços. Precipitou-se para o rio. Durante o salto, ouviu um murmúrio surdo. Eram as vozes da sua consciência inquieta.

Oferta

“Olho o céu. Observo o firmamento. Cada estrela é um pensamento: que sejas sempre verdadeiro, sempre tu, sempre o mesmo…”

Oferecido-por-uma-correspondente-e-amiga

O homem que chora

Recentemente li um post da Tixinha sobre o facto de ainda existir na nossa sociedade o tabu de que um homem não chora. Decidi então, dizer de minha justiça.

Houve uma altura na sociedade, por volta dos séculos 17 e 18 em que chorar era considerado sinónimo de sensibilidade. E era bem visto socialmente. Os homens choravam em público, principalmente em óperas.
No entanto, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”! O mundo deu uma reviravolta completa. Criou-se um mundo de pessoas machistas, autoritárias e cruéis. Criou-se o esterótipo de “macho latino” que bate na mulher e nos filhos e que não exterioriza as suas emoções.

Eu sou homem e choro quando tenho de chorar. Não tenho vergonhas, não tenho tabus. Não estou sempre a chorar, como é óbvio, nem sou “lamechas” ou “piegas”! O facto de evidenciar aquilo que sinto não retira a minha masculinidade. Acho que sinto o mundo de forma diferente. Consigo sentir tudo, de todas as maneiras!

Como diz a Mia: “Este mundo não me serve. Por favor, traga me o tamanho acima. Muchas gracias!”

A Morte

As nuvens encobriam os primeiros raios de sol da manhã. O mar estava revolto e a praia deserta. Um homem reformado fazia um passeio matinal. Os pés próprios de quem trabalhou toda a vida, tocavam na areia molhada. As ondas beijavam-no.
Ao longe, um molho de águas verdes confundiam-se com o azul-marinho do mar. Uma onda arrastou-as para junto dele. Afastou-as com o pé. Sentiu algo pesado. Olhou: um corpo de mulher boiava à beira-mar. O seu olhar límpido fitava o céu, como quem pedia uma oportunidade ao mundo.

Quero ser um pássaro

Sinto-me preso a algo sem futuro. Sinto-me preso ao teu amor, à tua ânsia de querer, ao teu sentimento de posse. Não quero ser cruel! Faz-me bem estar ao pé de ti. A tua presença completa o vazio e a confusão da minha mente. Tu és uma espada de dois gumes. Preenches-me. Sufocas-me. Sinto-me feliz. Sinto-me abafado. Não consigo definir o que sinto. É o jogo do tudo ou nada. Não quero viver assim. Não quero estar longe de ti. Não quero estar demasiado perto. Eu sou assim. Sou efémero. Sou breve, fugaz e passageiro. Quero ser livre. Ser um pássaro. Largar tudo. Ser liberto. Poder voar por outros mundos. Eu não vivo preso a ninguém. Estou livre. Só quero ficar. Só quero partir. Não quero a tua pressão. Assim, fujo e esqueço tudo. Sair agora e correr o mundo. Quero ser um pássaro.

A Letra L

Lie.Love.Lesbian.Lost.Leg.Lips.Light.Locking.Lack.Look.
Listen.Lust.Luxury.Lyrics.Luck.
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