Céu, estrelas e arco-íris [Divagações de uma mente inquieta]

Há momentos como este em que o coração me dói e a minha alma se sente de uma cor acinzentada.
Estou sentado à secretária, mas as minhas mãos estão brancas, brancas de tão frias que estão. Parece que as letras não se querem juntar. Vejo ali um A e acolá um O. Vejo também um R com um ponto no fim. E algures num canto, encontra-se um M. Palavras soltas como “Amor” e “Felicidade” estão espalhadas na mesa.
Perguntam-me o porquê; perguntam se as palavras me doem.
Não, o que me dói é não conseguir juntá-las; pensar que são incompatíveis.
A minha mente diz-me “Esquece”, mas o meu coração lembra-me das promessas, dos pactos e dos planos para o futuro.
Ah! Se eu conseguisse voltar ao céu que criaste e refazer tudo de novo… Já tenho tudo pensado na minha cabeça! Vou mudar aquela nuvem dali para o canto oposto, retiro aquele pedaço de nuvem cinzenta, espremo todas as outras para que sequem as lágrimas e depois com um pincel concebo o céu tal como tu gostas, com pontinhos de luz a que poderia chamar “estrelas” ou “pontinhos de felicidade” coloridos da cor do arco-íris. E qual é a cor do arco-íris, afinal? O arco-íris é rosa! A tua “cor preferida, mas oculta por vergonha”, disseste-me tu uma vez.
Com a ajuda do cinzel da paixão, esculpi para ti o meu amor. Esse amor, para mim, tem o formato de uma estrela. Olho para ti como se fosses a sua personificação! E és! Tenho a certeza disso, por mais que digam que não. Eu não sou cego, vejo-te brilhante e luzidia. Vejo-te como um alvo a atingir no futuro. Vejo-te como uma estrela e por isso tenho a certeza que, por mais que tente, nunca mais me vais cair na vida outra vez e que, mesmo subindo pela escada da perseverança até ao Universo, estarás sempre a milhões de anos-luz! Aliás, é isso mesmo que as estrelas fazem. Já fui a tua estrela também, sei o que é isso. E como todas as estrelas, tive o meu fim. Antes de a estrela desaparecer, ela fica muito, muito brilhante, até que finalmente se extingue como num suspiro. Extingui-me na forma de luz e surgi na forma de cores. Mas isso não significa que seja um derrotado. Lutei. Lutei. Lutei para me manter aceso e apesar de não o conseguir, hoje surjo no arco-íris. Vês? Sou aquele que está sentado na risca verde!
Pena que o teu arco-íris seja cor-de-rosa…
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