À Procura da Inspiração


Permaneço monotonamente igual.
Fico embaraçado quando me dizem que nunca mais escrevi nada de novo ou que têm saudades da altura em que escrevia vários textos por dia. Longe vão os tempos em que os laivos de inspiração me inquietavam a mente e exigiam a escrita dos seus pensamentos. Quem escrevia? A mão. Só que não juro que a mão me pertence. De que outro modo poderia explicar a dificuldade que tenho, agora, de exprimir o que quer que seja?
As ideias, essas surgem, mas a incapacidade de as expor, aumenta. Horas perdidas à roda de um papel branco, de um papel riscado, de um papel rasgado e amarrotado… O arranque das palavras tem sido um sarilho cheio de desânimos, de falta de confiança, de medo e a dúvida: “Terei secado?”. Os bloqueios são constantes e não se avizinha a sua solição, mesmo marrando contra o papel.
Artista? Não me assumo. Sou um simples divagante à procura da sua inspiração. E estes que nasceram com a mesma sina, compreenderão que não se acham sozinhos: anda por aí uma criatura com as perplexidades, os entusiasmos e desesperos que lhes pertencem. E esta partilha de um fado alivia.
Todos procuram, às vezes, a sua inspiração, a faísca que acenderá uma espécie de luzinha que (esperemos) não se extinga jamais.
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Comentários

  • C.A.R.L.O.T.A.  On Março 1, 2007 at 20:18

    não te entristeças tudo há-de ficar bemm… FORÇA!!

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