Monthly Archives: Abril 2007

‘Both Sides Of The Gun’


Alucinado, percorri o asfalto negro, numa das rectas mais extensas que possas imaginar. Por quê? Pouco me lembro, pouco te sei dizer. Recordo aquela viagem, a tal, a única que partilhámos. Recordo as ruas palmilhadas lentamente; não tínhamos o tempo atrás de nós, para quê nos apressarmos? Para nada, por nada, por motivo algum. Lembro a foto tirada na ponte, captada no momento exacto em que o teu sorriso espontâneo se assemelhava ao de uma criança. E é por estes motivos que te recordo, com a nostalgia de tempos antigos. É escusado falar dos outros momentos vividos a sós, das mãos, dos lábios e dos toques, pois sabes que essa recordação magoa, destrói e consome. Recordo a noite em que, estendidos na areia da praia, contámos as estrelas e eu prometi que iria dar o teu nome, não àquela que fosse mais brilhante, mas aquela que fosse mais vermelha. Com o corpo estendido, demos as mãos e desejámos que tudo parasse ali, na mais profunda solidão que duas almas podem sentir. Ao som de um velho disco de vinil pedimos para morar ali, para suportarmos o peso da vida. E pouco mais me lembro, além do beijo. O último, aquele que foi trazido pelo vento, do fundo das nossas vidas, forças e ‘quereres’.
Agora, acordo e vejo continuidade, não vejo fim, vejo asfalto, não vejo mar, sinto-me, não te sinto, desejo-te, não te tenho.

*photo//:iemai

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Descobrindo Blogs – 11


Coffee & TVTake me away from this big bad world and agree to marry me. Um blog da Chaka Maria P., alguém que sente muito e que procura Deus nos cereais do pequeno-almoço.

A Dupla Personalidade Uma banda desenhada sem banda e muito menos desenhada. No mínimo, divertido.

Una Nueva Volta Um blog light e divertido, criado pelo João Barciela e pela Vera.

Inércia – 12


O aeroporto da Ota ficará assente sobre 235 mil estacas de betão; estes terrenos são 40% da área total, 650 hectares de mau terreno onde se gastarão 415 milhões de euros. Há mais de 114 ha de lodos com a altura de 4 a 20 metros, a consolidar. Existem impactos negativos significativos, como o escoamento de ribeiras, Sete quilómetros de alta tensão a desviar custarão 30 milhões de euros. A dois minutos da Ota há uma zona com 60 ha com capacidade de armazenamento de 250 mil m3 de combustíveis, que ficam no enfiamento das pistas; os depósitos tiram-se dali, mas a que custos? A obra está orçada para 6 anos, sendo os primeiros três para preparação do terreno.

O Bloco de Esquerda decidiu responder à campanha publicitária do Governo para promover a formação profissional, em que várias figuras públicas, como Judite de Sousa e Carlos Queiroz, desempenham modestas profissões, que poderiam ter sido as suas, se não terminassem os estudos. O BE colocou na rua uma contracampanha, em que mostrará a realidade de muitos jovens, que investiram na sua formação para nada… ou muito pouco. São licenciados e trabalham como empregados de balcão ou em call-centers.


Ernest: “Eu fumo, sim.”
Lady Bracknell: “Gosto de sabê-lo. Um homem deve sempre ter qualquer coisa a que se dedicar.”

/The Importance of Being Earnest, Oscar Wilde

(O Tal Grito)

Já gritei o suficiente.
“Paciência”, diz-me Lenine. Eu respondo “Paciência, uma ova!” e hoje vou voltar a preencher estes espaços negros, com títulos verdes.
“Um disparate”, penso. Mas para que me serve este blog senão para isso?
O grito emudeceu. E a escrita continuou.

(.)


Hoje passei por cá. Não me apeteceu escrever.

Apenas gritar.

Motivação


Em psicologia, MOTIVAÇÃO é a força propulsora (desejo) por trás de todas as ações de um organismo.
Motivação é o processo responsável pela intensidade, direção,e persistência dos esforços de uma pessoa para o alcance de uma determinada meta.
A motivação é baseada em emoções, especificamente, pela busca por experiências emocionais positivas e por evitar as negativas, onde positivo e negativo são definidos pelo estado individual do cérebro, e não por normas sociais: uma pessoa pode ser direcionada até à auto-mutilação ou à violência caso o seu cérebro esteja condicionado a criar uma reação positiva a essas ações.
Motivação in Wikipédia

Ando a precisar…

Como um bêbado


Não. Já estive mais bêbado do que estou agora, já me encontraste mais louco que hoje, já me deixaste mais perturbado que neste momento. Não duvido que me ames, isso não. Mas a distância distorce o realismo dos factos. No dia em que partiste, perdi tudo o que pensava ter. E mesmo que me tentes convencer do contrário, digo que o teu coração palpita por mim. Deixa-me ouvir o som. Profundo e absoluto. Ele bate com a intensidade de uma cor sangue, de uma cor tinta. É por isso que dizem que o teu amor por mim é cheio, pleno e completo. Sinceramente não sei o que fazer, não sei o que sentir, não sei o que esperar.
Não. Não estou no meu melhor momento, nem tenho o meu melhor fato. E mesmo estando caído nesta ruela, na calçada negra e fria, não me esqueço dos momentos que vivemos juntos. Espero apenas que me reconheças, que ainda te lembres do sabor dos meus lábios e da temperatura das minhas mãos. Será pedir-te muito? Pois, talvez seja. Cheiro a álcool? Sim, cheiro. Mas podíamos cheirar os dois, como se tivéssemos partilhado uma segunda vida. Essa é a parte mais difícil para ti: a partilha. Habituaste-te a ter tudo para ti e guardar tudo na tua caixa. Agora que te peço que guardes na nossa… esquece!
A garrafa já está vazia. Vou buscar outra e esperar que voltes.

A foto é dele.

O Vaso [Uma história irónica e fictícia]


Não é fácil corresponder aos padrões actuais da sociedade. Hoje percebo isso, mas melhor, aprendi a contorná-los.
Quando era bem criança, os meus pais raramente passavam muito tempo em casa e como tal, fui criado por uma ama velha e gorda. (Desculpem os atributos!). Sim, daquelas mal-dispostas, cujo passatempo é trancar criancinhas no quarto, ao mesmo tempo que se empanturram com coxas de frango gordurosas, enquanto vêem novelas mexicanas. Ok, tirando este desabafo, sempre vivi e cresci sem modelos sociais humanos.
O que fazia naquele quarto trancado? Além das necessidades básicas (sim, porque o quarto não tinha lavabos), entretinha-me… pois bem, a fazer absolutamente nada. Como podem imaginar, esta proeza fantástica produzia nenhum desenvolvimento físico, psicológico ou emocional, na minha pessoa. Mas como as necessidades emocionais são inatas (dizem ‘eles’), começou a surgir a necessidade de socializar e, acima de tudo, amar alguém.
Seguindo este argumento (nada)lógico, foi aí por volta dos meus 5 anos (fosse o que isso fosse em termos reais) que me apaixonei. Não pensem desde já que se tratava de uma paixoneta infantil. Não! Era mesmo um amor sólido. Portanto, continuando, foi com 5 anos que me apaixonei por um vaso de flores, porque nunca conheci uma criança. Até podia ‘hiperbolizar’ os seus atributos de vaso e dizer que no seu interior vivia uma bela orquídea cor-de-rosa, mas não. Era simplesmente um vaso, daqueles de barro, grandes e pesados. Faltava-lhe um pedaço, fruto de um confronto físico com o absoluto e temível… chão! Talvez tenha sido esse sinal de fragilidade que me fez apaixonar-me por ele. Sei que muitos rir-se-ão, mas eu sei que o nosso amor era puro.
Hoje, casado e sem filhos, admito que ninguém me podia amar tanto como este vaso.

The Departed – Entre Inimigos


Andei muito tempo a adiar o visionamento deste filme, porque o género de filme já está muito explorado e não sou grande apreciador de filmes de gangster. Mas esta película é interessante até, apesar de ser um remake de outra obra. Não considero que este filme devesse ter recebido o Oscar de Melhor Filme, mas levando em conta que Martin Scorsese é talvez o realizador mais injustiçado pela Academia, é aceitável o prémio.
As interpretações de Leonardo DiCaprio, Matt Damon e Jack Nicholson são memoráveis. Apesar de tudo gostei do filme, que aborda a América nua e crua e tem um fim imprevisível. Quem é o infiltrado? Quem é o polícia? Quem é o bom e o mau? São perguntas que nos prendem até ao fim.
O único ponto negativo é a duração: pouco mais de duas horas tornam-se cansativas neste género de filme (mas esta é só a minha opinião).

“When I was your age they used to say you could become cops or criminals. What I’m saying to you is this… When your facing a loaded gun, what’s the difference? ”

O Cientista


Assumi ares de cientista e convidei-a para juntos mudarmos o mundo. Através de novas fórmulas e poções mágicas, misturámos ciência e fantasia, fantasia e ciência, tudo no mesmo lume. Brando, porque é assim que se intensificam sentimentos. Corremos os desertos na busca de algo puro que mudasse o mundo. No fundo do gelo, nada encontrámos. Nem no cume das montanhas ou na imensidão das grutas. Nada. Nada tão puro que transforme o que existe.
Pediste por tudo, que te deixasse tomar o rumo da experiência. Convencido da própria capacidade, não o permiti. E logo incluí mais sais, bases e ácidos. Mas a transformação não ocorria, a solução não reagia, o borbulhar não se sentia, o fumo azul não se via. Não soube continuar e na ruína, deixei-a inacabada na esperança que a sabedoria me transmitisse o cálculo matemático essencial.
Cansado de tentar e esperar, por fim te dei a oportunidade desejada. Assim ensinaste-me que não há nada tão puro como o amor e que juntos – unidos no mais puro sentimento – iríamos conseguir mudar o mundo.

A foto é dele.

‘Bichos’ do Ouvido


Já sei. Já sei. Parecem bichinhos ao ouvido: “Calma. Não penses. Descansa. Não inventes.” E tudo se resume a uma tentativa de fazer o que eles dizem. Estico-me, estico-me. Mas tanto, tanto… e não consigo. Por mais que me esforce, há coisas que reaparecem. Assemelha-se a um estigma que trago comigo. ‘Eles’ ouvem o que digo e logo me contrariam.
E tudo começa com simples mensagens, coisas que escrevi em plena euforia. Ontem senti-me uma criancinha, tudo em mim se ria, tudo tremia e cada resposta, a cada mensagem, tudo se encaixava na cabeça. Chego a pensar que estou louco, que é tudo da minha imaginação. Mas isto durante breves momentos, porque depois as coisas conjugam-se – na minha óptica (que por acaso, anda muito desfocada!). E tudo por causa da fantasia, das saudades, do isolamento, do devido valor, da compreensão, do feitio, do egoísmo e do sentido da rotação da Terra… Coisas a que atribuo grande importância, sem que nada valham.
Sinto-me patético, com vontade de rir. Para aqui estou eu, preocupado com isto. O pensamento não pára e continua, continua… E os ‘bichinhos’ no mesmo murmúrio, na lengalenga de sempre: “Não penses. Descansa. Não inventes.”

16-Abril-2007
20 horas, 57 minutos

A foto é dela.

Doce Vinho


Tudo nasceu a partir daí. Desde o momento em que as mãos se conhecem, o resto pede para privar com ele. Ele, o corpo, porque quando duas pessoas se embriagam juntas com uma única taça de vinho é prova que a confiança cedeu lugar à partilha. Doce vinho, ambrósia dos deuses que nos desinibe e nos convida ao amor! Entre uma dança e um golo de vinho, havia uma mão que se encostava ao ventre, como que pedindo que se conhecessem melhor. Mas havia sempre a mão contrária, que contrariava o efeito da direita. Por meio de um lamento íntimo, a que sempre cedeu, o cigarro surgiu entre os dedos. A partilha do mesmo, aconteceu quase tão comodamente como a da taça de vinho.
E a partir da segunda taça, do segundo cigarro e da segunda dança, a mão contrária limita-se à direita. A mão desce, ondulando em contornos nunca antes visitados. Bebemos dos lábios, gotas de vinho. Cada vez mais doce, escorre pelo peito e num momento expedito, a língua passa carinhosamente, sorvendo esse líquido doce. Convidando o desejo, os botões abrem-se entre cada passa do cigarro. O vinho desce suavemente, correndo delicadamente e confunde-se com a saliva.
Os lençóis, da mais pura inocência, partem para a mácula. Cor de vinho mancha o lençol, mancha a ponta do cigarro, mancha os lábios e mancha a pele. Desfazendo-se na imensidão de uma dança compassada entre dois corpos, a respiração torna-se mais ofegante, mais amada, mais desejada. As línguas beijam-se como se a despedida fosse a de ontem, mas desejam-se como se fossem de amanhã. Na última taça de vinho tudo desaba por cima de nós e dá-se o último suspiro de paixão.

A foto é dele.

Hiper-Realidade a Rosa-Negro


Tudo se espelha em contínuos reflexos variantes das cores. Tudo se integra e adquire uma riqueza assaz impressionante. É assim o mundo, assim o inventaram. Agora e se tudo se resumisse a duas cores? Que impactos se perderiam? Ou melhor, que visões se ganhariam?
Um belo dia, um reencontro e a descoberta de que ambos habitamos o mesmo mundo paralelo sem o saber. Os olhos, agraciados pelos estímulos, não aguentavam uma mudança. O céu resumia-se a um tom de rosas ou camélias rosadas, enquanto as nuvens se destacavam por uma escuridão, tão bela de quão negra era. Sim, porque o preto é bonito. Reduz-se à simplicidade que é, reduz tudo à sua essência, sem falsos fulgores. Cada um assume a sua identidade, sublimada apenas por uma profundidade intensa. E é assim esta aventura que exploro até aos limites, olhando para dentro e para os lados, numa verdade que não é fácil sentir. Mas é tão bom. O mundo onírico, uma hiper-realidade de sensações rosa. Não o rosa dos sonhos, mas o rosa dos céus, da terra, do mar.
E é nessa relatividade mais autêntica, numa divagação surrealista que decidi contar as paisagens deste mundo, em música, e o povo, agradecido, aplaudiu.

A foto é dela.

O Mar abandona a sua existência

Sei que gostas de agir como se me soubesses cuidar, mas a verdade é que me fazes doer, me fazes sentir o que não procurei, nem quis encontrar encontrar. A verdade é que o resto se resume a um dia de chuva, a um campo de tons vermelhos e o que supunhas que acontecesse não se deu. Mesmo que o mar se envolva naquelas rochas, podes convencer a ti e aos outros que ele não regressará. Tudo ficará seco. Voltas à praia, mas só há areia e beatas de cigarro escondidas. Cansou-se de te beijar o dorso e voltou à sua origem. O que te incomoda é que eu não sei onde está aquele que vigiava os teus pensamentos. Nessa tendência saudosista, que é a recordação, figuram contrastes de um corpo material com o ondular de um vazio. Algo que existia, mas que abandonou essa existência. E é esse espaço que sobeja do qual sentes falta.

Babel

Eu sei que sou suspeito, porque adoro Alejandro González Iñárritu e já tinha visto os seus outros dois filmes (“Amor Cão” e “21 Gramas“), mas achei “Babel” uma história fantástica.
Novamente com Guillermo Arriaga, Iñarritu continua com o mesmo estilo de acção entrecruzada, sem uma ordem aparentemente lógica, mas que se conjuga perfeitamente. O resultado global é emocionalmente avassalador. A história gira em torno da ideia de como uma acção pode afectar várias pessoas, em locais opostos do planeta. Um disparo acidental afecta a vida de dois turistas americanos, de uma família em Marrocos (especialmente dois jovens), de um japonês e sua filha adolescente (muda), procurado pela polícia em Tóquio e de uma mexicana que atravessa a fronteira com dois meninos americanos. A ideia de “Babel” surge mesmo disso: confusão de línguas, mundos e até de linguagens (política inclusive).
As interpretações são também excelentes, mas destaco a de Brad Pitt (sem os excessivos protagonismos de outros filmes), Adriana Barraza e Rinko Kikuchi (sendo esta última uma revelação, estando limitada apenas à linguagem corporal).
Apesar de continuar a preferir “21 Gramas”, este é um filme excelente, que aconselho a todos os que não conhecem Iñarritu. É de muito mais fácil compreensão (devido ao cruzamento da acção) que o anterior.
Lamento apenas que não tenha ganho o Oscar de Melhor Filme.

Thinking Blogger Award

Foi com muito gosto que este blog recebeu o galardão “Thinking Blogger Award”, atribuído pela blogger do “Sem Imaginação“.
Muito obrigada!

Agora cabe-me a árdua tarefa de nomear os cinco blogs que (também) me fazem pensar. Aos que não estão nomeados, as minhas desculpas.

Abaixo, indico os nomes dos blogs que me fazem pensar:
Aqui também se está bem
Grãozinhos De Areia
O Sorriso Das Estrelas
Segredos Aos Pedaços
Tiago in Tokyo

Estes nomeados devem copiar o selo correspondente e afixá-lo na barra lateral dos seus blogs. De seguida devem nomear os cinco blogs que escolheram e fazer um post a nomeá-los.

Confissões – II

Confesso que me surpreendeste, não pelo que fizeste, mas simplesmente por o teres feito. Não me preocupei com o que pudesse ter acontecido, pois, na mais pura da inocência (a típica), isso não me passaria pela cabeça. Afinal estás mudada: mais estável e madura; e acredita que a opinião não mudou.

Naquela torre da muralha – em que nos refugiámos para passar a tarde – os teus olhos indicaram-me que havia algo que tentavas esconder (ou até esquecer), mas que o coração insistia em cuspir, como se de fogo se tratasse. Ouvi tudo até o fim. A tua cabeça enterrava-se no colo e as mãos transpiravam verdades incómodas, mas mesmo assim (tendo em conta o meu papel comum de cúmplice, ouvinte e conselheiro) revelaste. Tudo foi dito, pontuado com desculpas do teu estado e outras (aliás, muito plausíveis) e com momentos caricatos, os quais a situação não dispensou. O meu ar calmo e o silêncio desconcertante foram incomodativos, eu sei. Mas esse sentido de vazio que demonstrei, era apenas sinónimo de reflexão e compreensão. Não penses que alguma vez te julguei ou condenei. Compreendi todas as motivações e situações que levaram àquele momento.
Contudo, foste corajosa e mantiveste-te íntegra até perto do fim. mas o ser humano é complicado: vive de momentos, de desejos,de necessidades, de vícios.
Percebo-te. Já vivi isso. Momentos carregados de ambiente físico, ocasiões em que tentamos racionalizar e a mente funciona, mas o corpo não corresponde. Resistir é árduo e por vezes impossível. Todos nós temos um momento de fraqueza… e tu não és diferente de ninguém.

Biblioteca de Links – Cultura


http://bacalhoeiro.blogspot.com/ – O Bacalhoeiro. O nome identifica a associação com o espaço que ocupa na Baixa lisboeta, um duplex em que já esteve instalado um despachante oficial, e que acolhe exposições, teatro, ateliers de aprendizagem, ciclos de vídeo e espectáculos musicais. Estará aberto a qualquer iniciativa cultural, uma vez que não dispõe de produção própria.

http://velha-a-branca.net/ – Velha-A-Branca. A Velha-a-Branca é uma cooperativa sem fins lucrativos situada no centro histórico de Braga. Abriu portas em Outubro de 2004 com o objectivo de promover a criação e a divulgação artística e cultura. Todos os dias é possível assistir às mais variadas actividades (conversas, lançamentos de livros, sessões de poesia, concertos, semanas temáticas, etc), visitar exposições (fotografia, pintura, escultura, etc) e frequentar cursos na área cultural ou do ambiente. A Velha ocupa um edifício do séc. XVIII, dispondo de várias salas e uma cafetaria de apoio. A estreita fachada esconde um extenso e surpreendente jardim em patamares que termina num miradouro com uma interessante vista sobre a cidade.

http://contagiarte.pt/ – Contagiarte. Espaço de sensibilização, formação e dinâmicas culturais.

http://crewhassan.org/ – Cooperativa Cultural, CRL.

http://cefalopode.com/ – Este mesmo sítio pertenceu em tempos a José Carlos Ary dos Santos (que morava bem perto, na Rua da Saudade), em camaradagem com Fernando Tordo. Chamava-se então Cantador-Mor. A poesia e a música ficaram definitivamente entranhadas nas suas paredes. Várias mortes depois, quis a sorte que do mesmo sítio encarnasse um lupanar, e tão soberba desgraça só pode contribuir para a sua mística. Desse obscuro passado, a luxúria ficou, bem presente, entranhada nas suas paredes. A poesia, a música, e a luxúria deste sítio, sente-se, mesmo que não se saiba! Desde o dia 28 de Outubro de 2005 o Cefalópode mora oficialmente no Sítio, e sente-se em casa.

Inércia – 11


A exposição de uma escultura em chocolate de Jesus Cristo, denominada My Sweet Lord, na Lab Gallery, em Nova Iorque, provocou a ira dos católicos, acabando por ser cancelada pelos responsáveis do hotel Roger Smith onde a galeria funciona. O caso levou o director da galeria, Matt Semler, a apresentar a sua demissão afirmando que a escultura do canadiano Cosimo Cavallaro foi atacada por pessoas que nem sequer a viram.

Ao libertar os 15 marinheiros britânicos, o Presidente Ahmadinejad quis mostrar ao mundo que o regime de Teerão também é magnânimo. Mas, na verdade, o que disse foi que o Irão não desiste nem de ser uma potência regional nem de continuar o seu programa nuclear. E que, se lhe derem oportunidade, não hesitará em praticar novos actos semelhantes para atingir aqueles objectivos.