Viagem À Volta do Tempo


Cada dia passa como mais um. O tempo não carece de aprovação para fazer girar os seus ponteiros, mas desejava que sim. Todos os dias construo uma nova parte de mim e pouco a pouco, peça a peça, transformo-me de forma a incorporar novas facetas inexistentes. Debaixo do braço, como um menino de escola, trago um caderninho preto, digno de uma austeridade incomum. Qual é o seu conteúdo? Páginas brancas, de um vazio tal que pedem para ser escritas, preenchidas com momentos quotidianos, fotografias, postais e tudo o mais que possa ter marcado. São efeitos que constroem, fortalecem e estruturam. Identidades que se (re)afirmam e se espelham com o que as rodeia. É o que se chama começar de novo, do zero, inventar novos espaços para guardar algo que ainda não aconteceu, mas que ansiamos. Digam lá se não parecemos crianças? Sedentas, ansiosas e curiosas… Desejamos tudo o que não temos, correndo e olhando em frente, para o futuro. Assim nos construímos. À espera que o relógio conclua a sua viagem…
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