O Mar abandona a sua existência

Sei que gostas de agir como se me soubesses cuidar, mas a verdade é que me fazes doer, me fazes sentir o que não procurei, nem quis encontrar encontrar. A verdade é que o resto se resume a um dia de chuva, a um campo de tons vermelhos e o que supunhas que acontecesse não se deu. Mesmo que o mar se envolva naquelas rochas, podes convencer a ti e aos outros que ele não regressará. Tudo ficará seco. Voltas à praia, mas só há areia e beatas de cigarro escondidas. Cansou-se de te beijar o dorso e voltou à sua origem. O que te incomoda é que eu não sei onde está aquele que vigiava os teus pensamentos. Nessa tendência saudosista, que é a recordação, figuram contrastes de um corpo material com o ondular de um vazio. Algo que existia, mas que abandonou essa existência. E é esse espaço que sobeja do qual sentes falta.
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Comentários

  • João Cordeiro  On Abril 19, 2007 at 17:05

    Parabéns Tigui

    Beijinho

  • João Cordeiro  On Abril 20, 2007 at 14:19

    Obrigado Tigui…

    Bom fim de semana e beijinhos

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