Confissões – III


Por vezes acho que complico demais, que arrisco de menos, que sou demasiado cauteloso e que te arrasto comigo para esses receios. Outros dizem que exagero. Talvez sim. Mas esse ‘exagero’ tem um motivo, uma causa: a importância que tens para mim.
Muitos já te viram deitar lágrimas. Poucos já te viram chorar do modo que eu te vi um dia. E é esse medo que tenho de te ver sofrer, que me faz agir assim. Ainda hoje me sinto culpado por coisas que te disse e que te ajudaram a bater de cabeça. Sei que sabes que só quero o teu bem; a minha felicidade depende da tua, cada vez estamos mais próximos e gosto disso. Sei exactamente cada sentimento teu e consigo antevê-lo antes de dares conta, conheço cada medo teu, cada expressão tua, cada pensamento teu: aliás, partilhamos tudo isso. E é dado a esses factos que somos os únicos que se percebem realmente.
Nada do que te disse foi infundado, mas aumentou-te as dúvidas. Desculpa-me. Só não quero que sofras ou faças sofrer. Eu preciso de ti bem para estar bem. Quero ver-te feliz outra vez.

(OFF: Minimizar o que os outros sentem não é o melhor. Há locais onde tudo se passa depressa e os sentimentos intensos podem ser verdadeiramente reais, mesmo que recentes. Acima de tudo, não é boa solução achar que a auto-gratificação é o que interessa, em detrimento dos sentimentos de outrem.)
25 de Maio de 2007

*photo://somIndigo

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