Duas taças de gelado depois…


… acho que afoguei o que tinha para afogar. Cansei de tudo o que nunca chegou, de esperar por algo que tarda, de querer o que não tem para dar. Mas por mais que me esforce o fígado não deixa de doer, como o pulmão, como o baço, como o coração. E tudo porque não me sinto eu, o eu antigo, das mais absolutas espontaneidades e felicidades.

Agora o Eu é outro e ele chama-me, chama-me, grita-me, grita-me e eu tento fugir e corro, corro mais que posso e continuo a ser puxado. Até ao dia em que ele se afogue.

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