Carta

A dor grita-me. Dizias que me darias outro ânimo, mas não chegas. Fico sentado no chão térreo, de mãos nos joelhos esfolados e espero-te. Sobrevoo o quente de outros corações e todos me parecem sãos. Tento zelar pela saúde deles, enquanto o meu se despedaça. Está bem, eu espero. As folhas não caem, aquela luz do fim de tarde não chega, nem vejo os tons ocres e dourados.

O que é feito de ti? Espero-te de cachecol ao pescoço. Disseste que virias e cá te espero. Quando chegares, beija-me sussurradamente. Espero acordar no meio de folhas caídas.

Boa noite, Novembro.

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