Monthly Archives: Setembro 2007

IC

A contar os dias.
Por Nós.

Reencontro.

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Mensagens de asteriscos e telefonemas fofes a partir da meia-noite! YAY!

A arder em plenas certezas, em desejo, em amor.
Loucura, tolice, querer, prazer, paixão.

Two Weeks

 

Vamos bater o recorde. Nhéc.

Two weeks, two bodies. Two hands. Part One, Part Two.

Love. 3 Setembro 2007.

 

(Contendo o desejo.)

 

(Sim, a foto é da minha autoria: Tigui in deviantART)

O telemóvel tornou-se uma prótese ou um apêndice de nós.

Your Call – Secondhand Serenade

Nós.

My Lovely Mirror

O que é nosso tem vindo a crescer e poucos sabem do alcance do que surgiu, mas quem sabe fica maravilhado e fascinado. Houve quem ficasse embevecido, de lágrima no canto do olho pelo que vivemos. E é bonito, sabes? É bonito demais, até eu me emociono.

E eu sou assim, espontâneo… Faço daquelas coisas. Gritar em plena avenida é uma delas, cantar ao telemóvel é outra. Porque o coração está plenamente cheio.

Asas servem para voar
para sonhar ou para planar
Visitar, espreitar, espiar
Mil casas do ar.
As asas não se vão cortar
Asas são para combater
Num lugar infinito, no vácuo
para respirar o ar.
As asas são
para proteger, te pintar
Não te esquecer
Visitar-te, olhar-te, espreitar-te
bem alto do ar.
E só quando quiseres pousar
da paixao que te roer
É um amor que vês nascer
sem prazo, idade de acabar
Não há leis para te prender
aconteça o que acontecer.

Amizades?

Ando um bocado cansado, sinceramente. Amizades que não retribuem o que se sente, amizades que magoam, amizades que são más.
Serão amizades? É o que ainda me falta descobrir.

"Asas" – GNR feat Sónia Tavares

Vodafone SoundClash

Sete, Sete – XIX

(…)

O laboratório da Polícia Científica vivia um rebuliço agora. Volvidas algumas horas, o jovem estagiário tremia com a responsabilidade de ser ele a revelar ao chefe os resultados das análises bioquímicas ao fio de cabelo.

– Chefe? – chamou em ligeira dúvida.

Não obteve resposta. «Talvez ainda esteja no departamento de medicina legal», medita.

Olha agora para o papel que o computador lhe devolveu. Análise Bioquímica – Prova 1A/Processo 33870. Tenta observar a lista dos constituintes que poderiam ter provocado a despigmentação do cabelo, em busca de algo específico. Passa com o dedo pela lista. De repente, estaca: 75%. Uma dose elevada.

Desabafa em alta voz:

– É mesmo isto! – Bate com a mão na cabeça – Como é que não pensei nisto antes? Só podia ser. Que estúpido…

Insulta-se por não se ter lembrado do óbvio. Ri-se pelo facto de não se lembrarem de algo simples. Espera agora a chegada do chefe, enquanto analisa a segunda prova. Dentro do saquinho identificado como prova 1B, está contido um frasco de plástico branco. Analisa-o e vê o nome do paciente a que era destinado: Vitória Lima. Médico que prescreveu o medicamento: Paulo Meireles. «Mirtazapina», lê no rótulo. Imediatamente percebe para que foi prescrito: Vitória estava numa situação de depressão profunda. O curso de medicina forense também havia ensinado a este estagiário que mirtazapina é o princípio activo do Prozac, um dos antidepressivos mais vendidos em todo o mundo.

O chefe da Polícia Científica e responsável por este processo-crime está, ao mesmo tempo que isto acontece, na morgue. Fala com o médico legal, observa a vítima e ouve as declarações acerca do óbito e a única certeza que tem é que este caso está longe de ter um fim à vista.

(Continua)

"When two hearts race, both win"

E foram três dias de felicidade.

Mais um regresso ao Porto. Estou cada vez mais apaixonado pela cidade e pelas pessoas. Fantástico como em três meses criei amigos do coração e mais que isso até, como as coincidências permitiram que conhecesse especialmente três pessoas de forma independente e depois perceber que todas elas se relacionam e são os melhores amigos. Tenho sorte, sim. Tenho sorte em poder ter pessoas que me abrem os braços para tudo, que me demonstram carinho e amizade. Tenho já saudades do que vivi aí, do que passei, de tudo.

Um obrigado especial a quem me fascinou, a quem me recebeu no seu quarto. Aquele que partilha segredos comigo e que eu partilho os meus, aquele que fez tudo por mim, que me disse coisas que me surpreenderam, que só nós dois sabemos. Sabes? Tudo o que me disseste, eu também gostava que fosse assim. Nunca recebi tantos mimos na vida, nem tu deste tantos. Obrigado mesmo.

Depois temos o maninho, aquele que apesar de tudo se tenta modificar e esclarecer as coisas, que fomos almoçar a famosa francesinha do Capa Negra e que me levou ao Palácio de Cristal e me foi levar à estação. E que finalmente me deu o abraço. Desculpa qualquer coisa, o resto enfrentaremos.

Também há a menina “do” Aveiro, a que diz que tenho sotaque de menino de “Lejbôa” e que dá abraços muito apertadinhos.

E também as meninas no Suave, as loiras e as não-loiras, fantásticas e simpáticas. A menina do embrião e do Porto também é incrível.

E depois há aquela menina, a pirosa, a que coiso. O resto basta-nos a nós, não? Nhéc.

Há também a Calica, o Magnus com a Galinha Barbecue, o brownie e o café gelado, o Bom Sucesso, a FNAC, as Gilmore Girls, o Ilusionista, os chocolates americanos, o piano, o café, tudo… Tanta coisa para contar. E a Felicidade cruza-se com todos estes momentos.

Felicidade

Porque mudar é para todos, ser feliz ainda mais. Porque não devemos ter medo de agir, medo de amar. O medo condiciona as atitudes, mas agora estou feliz, estou no Porto com as pessoas que mais gosto.

E porque isto é estar feliz, é ser feliz.


I’m happy.

Boa Sorte/Good Luck – Vanessa da Mata & Ben Harper

Porto

 

Sobre a viagem do dia 3:

Não culpes o dia 3, culpa antes o dia 4, culpa-me a mim. Não tires de mim o dia mais feliz que tive nos últimos anos. Não tires de mim a alegria que tive em estar contigo. A felicidade, o sorriso, a espontaneidade das nossas conversas. Os quilómetros que fizémos a pé. Não me tires o IC das 8:15, a Campanhã. Não me tires o Andante, não me tires o metro. Não me tires as nossas conversas loucas. Não me tires a Trindade, não me tires a Sé. Não me tires a Casa da Música, não me tires a Boavista. Não me tires os Aliados. Não me tires os eléctricos mais feios que os de Lisboa. Não me tires as ruas que sobem muito, mas que também descem. Não me tires as igrejas, não me tires as casa. Não me tires a pronúncia do Norte, não me tires o gozo de me ouvires dizer “rojo”. Não me tires o aeroporto, não me tires o “Destino. Destination Aeroporto”. Não me tires o Capa Negra, não me tires a francesinha. Não me tires as zonas de flash, não me tires os selos. Não me tires o perder o último comboio, não me tires a senhora do metro. Não me tires as tuas mensagens, não me tires os cigarros. Não me tires o preto da churrascaria, não me tires o jantar. Não me tires os dois litros de vodka, não me tires a ponte D. Luís. Não me tires a Alfândega, não me tires o medo de cair no rio e as vertigens. Não me tires o calor, não me tires Gaia. Não me tires a Ribeira, não me tires o sol. Não me tires o Bom Sucesso, não me tires o que andamos. Não me tires a ti, não me tires nada, não me tires a Vida. Não te esqueças de nada. Culpa-me a mim, culpa o dia 4. Não culpes o dia 3. Não culpes o dia feliz.

Pós-qualquercoisa

Mano Jorge,

Há muito que eu teria para dizer, mas julgo que não consigo mais. Acho que quando chegam as horas importantes perco as palavras. Não tenho moral nenhuma para falar contigo ou para que me olhes para a cara sequer, contudo faço isto para que todos vejam o mal que te fiz e como estou arrependido de te ter magoado. Encontrar o teu melhor amigo a trair a tua confiança da forma que encontraste não é fácil de perdoar. Menti-te, omiti-te a verdade, fiz o que fiz nas tuas costas. Odeio-me pelo que te faço de sofrer. Deixei de pensar em como estou a sofrer, lembrei-me de pensar é como tu estás a sofrer. Queres perdoar do fundo do coração e é difícil não te lembrares do que aconteceu. Acredito que o facto de não me conseguires abraçar e de teres sido frio, seja ainda mais difícil para ti e que te doa ainda mais a ti. Sei que estás mal, eu agi mal e tenho de sofrer as consequências disso.

Tudo o resto já te disse imensas vezes e não as consigo expor em palavras agora. Adoro-te como um irmão e tu sabes disso, preciso de ti para mudar e viver e tu também o sabes, lembro-me das nossas estrelas, lembro-me do momento em que te vi, lembro-me da nossa música, lembro-me das nossas mensagens, lembro-me de tudo. Dou-te todo o tempo, farei tudo por ti. Preciso de voltar a ter a tua amizade. Adoro-te meu mano gémeo.

Fingimento a Dois

Não durou muito até se colarem novamente os fragmentos. A força que os unia era intensa demais para conseguirem suportar sozinhos. Tinham-se apaixonado por dentro e isso intensificava a paixão.

– Fica comigo, meu amor.

– Por ti sinto-me capaz de cometer as maiores loucuras.

Suspiraram em uníssono e libertam uns ais de paixão. Avizinham-se tempos difíceis, períodos turbulentos, longas distâncias e mais fingimentos, mas tudo isso lhes parecia superável. Decidiram esperar para ver se os olhos correspondiam ao coração. Continuaram com as palavras de amor por longos períodos.

– Adoro-te.

– Diz-me qual é o teu segredo. Explica-me. Vá lá. O que me faz estar tão vidrado em ti? O que me faz querer-te intensamente, querer tocar esses lábios, saboreá-los, poder beijar a tua pele, amar-te? Tanto, tanto…

– Qual é o teu, que me faz querer cometer loucuras contigo e arriscar tudo?

– O meu segredo é desejar-te.

– O meu é querer-te assim tanto.

Suspiram os dois novamente. O que os une dificilmente poderá ser escondido, porque a expressão os denuncia. Um sorriso estúpido está-lhe estampado no rosto, daqueles tolos de tão embevecido que está. Já não dormem, já não pensam senão um no outro. Poder-se-á estar perdido de amores? Só eles o sabem, só eles o sentem. Durante momentos sentem-se inseguros, incapacitados para conduzirem esta paixão a bom porto, mas no minuto seguinte sentem-se tão seguros e convictos de que o amor vence barreiras.

Esperam o leve tocar de lábios, um beijo de raspão, o beijo profundo, o beijo trapalhão. Ele finge agora com ela, mas não fingirão por muito tempo. Finge-se perante uns, apregoa-se a sete ventos a outros. Vivem ambiguidades, vivem incertezas, contradições, obstáculos, mas vivem também a vibração, o desejo, o anseio. Vivem um dia de cada vez, deixam-se levar pelo sentimento bonito, sem pressas ou precipitações.

E cada noite que passa, o sentimento cresce como que encantado pelo amor da Lua.