Pós-taquicardia

Sinto-me a fraquejar de novo, com a mão trémula pela ansiedade que ataca de mansinho e destrói a construção da serenidade que necessito. Sempre a mesma maldição: a fraqueza. Faço-me fraco por consequência do mundo que me rodeia, de todo o peso que suporto nos ombros, de tudo o que carrego sem me poder desfazer facilmente. Porque há um dilema do qual sou portador e é sabido que esses tais carregam, que esses tais doem. E é a estupidez que me faz verter as lágrimas de ansiedade, de necessidade, dependência e saudade. Ainda não consigo vencer essa barreira que existe entre nós, a distância que se impõe e que nos faz perder dias de vivências, rotinas e hábitos. Fraquejo porque não tenho alcance de vencer os obstáculos e as saudades aumentam cada dia à media que o sentimento cresce de rompante. Estou assim porque não consigo suportar esta ausência, porque não dá mais para passar uma hora sem ti, sem te sentir e te tocar. Fraquejo porque nunca amei tanto assim alguém e porque deve ser doença querer tanto. Ponho a mão no peito porque ele exagera no batimento, porque é cá dentro que te guardo, porque a falta de ti também o aperta. Sufoco pela falta da tua presença, da tua cabeça no meu peito, dos teus braços no meu corpo e dos teus beijos. Sinto a tua falta em dilatações de vasos sanguíneos, em exagerados batimentos cardíacos porque te quero sempre junto a mim.

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