Monthly Archives: Novembro 2008

Dia Nacional da Cultura Científica

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I Have a Dream!

house

Samsung

Este:

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Samsung ZV10

Deu lugar a este:

Samsung J750

Samsung J750

Principalmente porque o primeiro modelo SGH ZV10, apesar de ser muito bom em termos estéticos e em funcionalidades, tinha um grave problema de origem: danificava em menos de três meses todos os carregadores. Portanto, durante dois anos podem imaginar as vezes que tive de substituir o carregador. Além disso, o fecho da bateria partiu-se o que fazia com que o telemóvel se desligasse constantemente. Assim, novamente recorri ao Clube Viva da Vodafone e encomendei este novo modelo SGH J750 por uma módica quantia.

Sim, é novamente um aparelho da marca Samsung. Principalmente porque são aparelhos bonitos e modernos, com menus funcionais e intuitivos.

Tributo à Indústria Pornográfica

A ideia foi da Diesel e serve de tributo à cinematografia pornográfica das décadas de 1970 e 1980, devidamente “musicada”. A ocultar as partes sensíveis de actores e actrizes, surge oportunamente todo o tipo de instrumentos, como acordeões, guitarras, melódicas, tambores ou ou violinos. O vídeo foi uma das iniciativas da Festa XXX da marca Diesel, em cujo 30º aniversário actuaram artistas como M.I.A., Hot Chip, Bloc Party, Sam Sparro ou Mark Ronson.

in Blitz

Blindness

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E se de repente todas as pessoas começassem a cegar?

De José Saramago pouco há a dizer, conheço alguns dos seus romances e a obra em questão, Ensaio sobre a Cegueira foi, curiosamente, das últimas que li. Em relação à adaptação da obra para o cinema, tenho a dizer que perante uma tarefa que se supunha impossível, Fernando Meirelles acabou por fazer jus ao romance, pelo menos até àquilo que é humanamente possível.

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De facto, o que imediatamente salta à vista quando começamos a ver o filme é a realização. Não consigo imaginar outro nome senão o de Fernando Meirelles para este trabalho. Do seu currículo imediatamente saltam à vista dois trabalhos: Cidade de Deus e O Fiel Jardineiro; mas é sobretudo com este Blindness que revelou mais a fundo o seu estilo de filmagem. Durante todo o filme, acabamos por nos sentir cegos e sufocados, tal e qual, como Saramago conseguiu que o seu espectador se sentisse durante a leitura do romance. Fernando Meirelles usa e abusa do experimentalismo, das cenas desfocadas e descoloradas, sempre com uma aura esbranquiçada, sempre com ligeiras ondulações e cenas tremidas. Afinal que melhor maneira de levar o espectador a sentir um filme em que todos os personagens são cegos? Não havia outra forma de transmitir o sentimento de uma obra que, por si só, já é megalómana e o possível temor de Fernando Meirelles não o deixou cair no facilitismo, para que o filme se tornasse mais comercial.

E é aqui que não compreendo as críticas que se levantaram em todo o mundo contra este filme. Serão os portugueses suspeitos, por ser a adaptação cinematográfica de uma obra de um dos nossos melhores escritores e o único, até agora, que nos trouxe o Nobel da Literatura? Ou isto tem a ver com a sensibilidade? É verdade que Ensaio sobre a Cegueira não é um filme fácil e precisa de contar com a disposição do espectador ou, caso contrário, não vale a pena, mas acima de tudo é um filme inteligente. E aí é que entra a crítica geral. Com o aparecimento massivo de blockbusters comerciais, o espectador geral acaba por se acomodar à leitura básica e superficial dos argumentos e isso não é o que Saramago, Meirelles e Don McKellar pretendiam.

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Tal como o romance, o filme aborda a temática de uma cegueira colectiva, de uma forma metafórica, conseguindo ao mesmo tempo traduzir os sentimentos das personagens de uma forma muito nua e cruel. As cenas e os cenários conseguem ser tão cruéis e reais que chegam até a ser agonizantes. A meu ver, o trabalho de fotografia do filme é merecedor de um Óscar. Os cenários são estrondosamente reais e, conseguem contrabalançar o facto de serem abrangentes, mas ao mesmo tempo específicos de uma grande catástrofe. Os ambientes são antagónicos à cegueira: soturnos, negros, decadentes e tristes, enquanto que a cegueira descrita é branca, como se flutuassem em leite, como O Primeiro Cego descreveu.

Fernando Meirelles conseguiu chegar ao âmago do livro. É verdade que existem muitas cenas potencialmente interessantes e comprometedoras que não surgem no argumento do livro e existem talvez algumas emoções por explicar, mas Meirelles conseguiu transmitir o essencial. Tal como pediu Saramago, no filme não existe alusão a um país ou local específico e todo o elenco é de uma grande diversidade de raças, o que acaba por gerar no espectador um temor maior, uma real noção que a epidemia de mal-branco podia ocorrer a qualquer momento e em qualquer lugar. Também as personagens não têm nome tal como no romance: mais uma vez Meirelles não caiu na ideia de tentar tornar o filme comercial. E faz todo o sentido: num mundo de cegos para que servem os nomes?

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Mesmo sem nomes, o elenco do filme parece ter sido escolhido a dedo e acaba por dar nas vistas. Sobretudo a interpretação fantástica de Julianne Moore, como a Mulher do Médico, digna de um Óscar, não fosse este filme visto como experimental, pela crítica mundial. Julianne Moore demonstra mais uma vez que o seu talento não é uma mera obra do acaso e que, mesmo com uma personagem tão difícil, ela não se amedronta. Afinal, a Mulher do Médico, por uma razão absolutamente inexplicável e da qual também não se quer explicação, não cegou e acaba por se tornar uma guia de todo o grupo: física e moral. Julianne Moore vê aquilo que os outros não vêem e encontra-se num dilema: estará abençoada ou amaldiçoada pela visão?

Mark Ruffalo, o Médico, mantém o nível de interpretação a que já nos habituou, mas obviamente que não consegue atingir a grandiosidade de Julianne Moore; ao contrário de Gael García Bernal que consegue, como O Rei da Camarata Três, transmitir todo o sentimento ganancioso da humanidade, tão bem descrito por Saramago no romance. Uma das grandes surpresas a nível de interpretação é a da jovem Alice Braga, tão bonita e espontânea como tinha imaginado a Rapariga dos Óculos Escuros, quando li o livro. A actriz revela neste filme a sua evolução, acabando por tornar a sua personagem mais periférica, como uma das mais interessante do filme. Danny Glover, o Velho da Venda Preta, é, a par de Julianne Moore, aquele que detém uma das mais importantes personagens e por conseguinte, de maior importância. Naquele que parece ser um alter-ego de Saramago, o velho acaba por se tornar num elo entre a clausura e o mundo lá fora, durante o filme (facto que é ainda mais explanado no romance original). Curiosamente, a sua personagem é aquela que antes de ser cego já o era parcialmente; no entanto, é ele que abre os olhos do leitor para a realidade da sociedade humana, levando-nos a questionar tudo o que conhecemos como aceitável; assumindo no filme também o papel de narração nos momentos finais.

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Das cenas mais marcantes do filme e que me emocionou foi sobretudo aquela em que as mulheres percorrem o corredor do manicómio, prestes a serem violadas, reveladores de uma enorme coragem. Também pela subtileza das emoções, é extremamente bonita a cena em que as mulheres carregam a que morreu durante as violações e num bonito gesto de altruísmo a limpam, antes de a enterrarem. Também, a cena do cão das lágrimas (apesar de não tão profunda e emotiva como no livro), acaba por nos conduzir à emoção imediata.

É incrível, como a fotografia do filme e a realização de Meirelles levam o espectador a aperceber-se como , em caso de cegueira colectiva, todas as estruturas sociais que conhecemos actualmente, deixariam de existir e/ou de fazer sentido, como o pânico e o temor se instalariam e como os instintos mais escondidos dos humanos seriam revelados, levando-os a agir quase como animais. Ao mesmo tempo acaba por revelar uma bonita história familiar e de como, sete pessoas, anteriormente desconhecidas, se tornam uma família. Uma nota: o final do filme é tão ou mais bonito do que imaginei quando li o livro.

Todo o filme é repleto de pormenores deliciosos, alguns deles apenas perceptíveis a quem leu o livro e isso acaba por se tornar um bónus para o leitor/espectador, que permite também que o filme não se torne uma desilusão para o mesmo. A banda sonora, a cargo dos brasileiros Uakti, é também digna de um Óscar. Meirelles conseguiu conjugar sons aparentemente desconcertantes e antagónicos do argumento, num belo complemento às cenas mais dramáticas e chocantes e mesmo às mais emotivas. Um rol de sons orgânicos e até primitivos, que se tornam numa das melhores bandas sonoras dos últimos anos, dignas de grandes compositores contemporâneos.

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Repito, Ensaio sobre a Cegueira é sobretudo um filme inteligente e alegórico e, parafraseando Saramago, lamentavelmente a estupidez não escolhe entre cegos e não cegos. É claramente um filme chocante e violento, mas uma violência claramente justificada e diferente daquela gratuita que abunda por Hollywood, logo custa-me perceber as críticas que daquele lado surgem. Blindness é um grande filme, que faz jus ao romance e possuidor de um excelente trabalho de realização de Fernando Meirelles, num argumento que acima de tudo tenta consciencializar. Ensaio sobre a Cegueira trata sobre o egoísmo humano e sobre aqueles que mesmo vendo, não vêem.

Hard Candy

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Perverso e psicótico.

E se o capuchinho vermelho comesse o lobo mau?

Isn’t She Deneuvely?

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Kate Winslet surgiu na capa da revista Vanity Fair, como poucos a tinham visto. É incrível como uma mulher que, na minha opinião, nunca foi muito bonita, se pode transformar assim.

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Kate Winslet com Ralph Fiennes em The Reader

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Kate Winslet com Leonardo DiCaprio em Revolutionary Road

Podem ver a actriz brevemente em dois filmes que se adivinham a piscar os olhos ao Óscar: The Reader e Revolutionary Road. Será desta que Kate Winslet levará o Óscar para casa?

Eu confesso… (16)

Ontem cortei o dedo numa lata de cogumelos. E imediatamente tive uma quebra de tensão, prestes a desmaiar. Ouvi dizer que eram cogumelos mágicos.

Ensaio sobre a Cegueira

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Agora compreendo porque se emocionou Saramago…

Aquário

Obama, Presidente!

Eis que se fez história nos EUA. O primeiro presidente negro da História dos Estados Unidos da América.

E assim circulam pela internet, algumas paródias ao novo Presidente, Barack Obama:

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Nespresso versus Dolce Gusto

Sou um grande amante de café e o dito cujo da marca Nescafé é bastante bom em termos de qualidade. Recentemente, a marca Nescafé expandiu-se para além da comercialização do café, comercializando também máquinas de café, de uso doméstico (generalizando-as nos lares) e tornando esse comércio num mercado de luxo, com máquinas visualmente apelativas e com uso de cápsulas (que mantém o bom sabor do café) de aspecto requintado.

Duas máquinas comercializadas pela Nescafé (ambas numa parceria com a prestigiada Krups) são a: Nespresso Essenza e a Dolce Gusto. Qual a melhor, quais as vantagens e desvantages? Siga-me numa crítica personalizada a ambas as máquinas.

Nespresso Essenza:

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Vantagens:

  • Ideal para grandes consumidores e apreciadores de café, permite uma ampla variedade de tipos de café para diferentes ocasiões e gostos, permitindo fazer um espresso tão bom ou melhor àquele que consumimos geralmente fora de casa.
  • Sendo uma máquina de pequenas dimensões e de constituição mais ou menos quadrangular é fácilmente integrada num pequeno espaço da cozinha e devido às suas cores diversas, pode-se conjugar facilmente com a decoração actual.
  • É de fácil limpeza.

Desvantagens:

  • É uma máquina essencialmente para consumidores de café, não sendo possível nenhuma outra utilização para outros fins.
  • Só permite a utilização de cápsulas de café da marca exclusiva para estas máquinas.

Dolce Gusto:

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Vantagens:

  • É uma máquina que permite preparar várias bebidas: latte machiatto, espresso e chocolate quente.
  • Para uma família onde existem membros que não apreciam café ou crianças é a mais indicada, pois permite preparar chocolate quente e leite com café.
  • É mais barata que a Nespresso Essenza.
  • É de fácil limpeza.

Desvantagens:

  • É um pouco mais volumosa que a Nespresso Essenza, logo pode-se tornar mais difícil de arrumar.
  • Só podem ser usadas cápsulas exclusivas para esta máquina.
  • Só se pode beber um tipo de espresso, ao contrário da Nespresso Essenza.
  • Por haver bebidas como o chocolate quente e o latte machiatto, que necessitam de duas cápsulas, pode ser mais dispendiosa.

Eu optaria pela Dolce Gusto visto que a minha esposa não gosta de café e assim temos um investimento que é útil aos dois. E vocês qual escolheriam? E se já têm uma delas porque é que a escolheram?