Os Óscares

E era o que se esperava. Slumdog Millionaire saiu vitorioso desta edição dos Óscares, numa cerimónia onde surpresas existiram poucas. Dez nomeações, oito Óscares (Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Edição de Som, Melhor Banda Sonora, Melhor Canção Original, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Realizador e Melhor Filme). O filme de Danny Boyle (The Beach e Trainspotting) não foi o mais galardoado numa cerimónia dos Óscares, mas faz história como provavelmente o filme mais premiado numa temporada de prémios.
Antes do filme de Danny Boyle, apenas outros dois haviam ganho os Globos de Ouro (Melhor Drama), Critics Choice, Screen Actors Guild (SAG), Producers Guild Awards (PGA) e Directors Guild Awards: Lord of the Rings: Return of the King (2003) e American Beauty (1999). Por outro lado, só Schindler’s List (1993) venceu nos Writers Guild Awards (WGA), PGA, DGA, Globos de Ouro (Melhor Drama), Scripter e BAFTA.
Slumdog Millionaire venceu em todos esses, mas também conseguiu os principais dos Óscares.

The Curious Case of Benjamin Button foi o grande derrotado da noite: 13 nomeações, apenas 3 Óscares (Melhor Direcção Artística, Melhor Caracterização e Melhores Efeitos Visuais). Já Man on Wire, Wall-E confirmaram o seu estatuto de preferidos enquanto Melhor Documentário e Melhor Filme de Animação.

Na área da interpretação, Heath Ledger recebeu o segundo Óscar póstumo da história do cinema. O primeiro foi Peter Finch por Network (1976). Já Kate Winslet recebeu o prémio merecido pelo filme errado. Acreditamos que nos últimos anos a actriz já teve interpretações melhores que a sua Hanna Schmitz, incluindo a sua April Wheeler de Revolutionary Road, mas finalmente, à sexta nomeação, viu ser consagrada como Melhor Actriz. Penélope Cruz conseguiu também aquilo porque tanta ansiou e pelo qual tanta campanha fez. Habitualmente os filmes de Woody Allen sempre levaram alguém ao estrelato e este ano foi a vez da actriz espanhola. Na disputa entre Mickey Rourke e Sean Penn, o actor de Milk viu repetido o prémio que já havia ganho nos SAG, deixando Mickey Rourke sem um dos poucos galardões que lhe faltavam. Afinal, Darren Aronofsky faltou ao prometido.

Apesar da previsibilidade, as (poucas surpresas) surgiram do lado do Japão. Na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação, onde o preferido era Presto, ganhou La Maison en Petits Cubes e na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, Okuribito (Departures), deixou de lado Israel, Valsa com Bashir.

Em suma, esta foi com certeza uma das melhores cerimónias dos últimos anos, senão a melhor. Hugh Jackman foi uma aposta ganha, com os melhores momentos da noite a terem o seu nome e voz. Os momentos musicais repletos de dinamismo e diversão alegraram a noite, mas também a original forma de apresentar as categorias interpretativas.

Ainda não chegaram os resultados definitivos da emissão de ontem na ABC, mas dados preliminares revelam que a subida em termos de audiência não foi assim tão significativa. Nós por cá, achamos contudo e apesar dos excessivos prémios atribuídos a Slumdog Millionaire que, finalmente a Academia se reinventou e presentou-nos com uma cerimónia que trouxe de novo o glamour do cinema de Hollywood.
Lista completa de vencedores AQUI.
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