Category Archives: Mundo

Porque eu até gosto disto e apetece-me ir à marcha!

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O Activismo

Passo a passo vou mudando. Não é fácil porque tenho ideias muito fixas e tenho o complexo de vilão, que gosta de ser do contra. E esta questão do activismo ou o senso comum do ajudar o próximo sempre me fez confusão, porque não vejo os outros a fazerem o mesmo por mim. Não sou uma pessoa rude nem quer dizer que não me identifique com algumas acções, mas sou diletante demais para participar nelas, sou comodista demais.

O activismo, na verdade, não implica uma afiliação a um partido ou uma ONG ou uma associação. Implica talvez apenas não adoptar uma atitude passiva e de cada um por si e tentar ser mais activo de vez em quando. Isto porque se sei que sou uma pessoa bastante preocupada socialmente e tolerante (muito até), sei que não o demonstro. Preocupo-me com a economia do país, preocupo-me com a política, preocupo-me com os desfavorecidos socialmente, preocupo-me com a discriminação social, racial, sexual. Preocupo-me mas não o demonstro e sei que isso pode ser encarado como uma atitude contrária, arrogante, racista, homofóbica. E eu sei que não sou nada disso.

E se existem pessoas que não agem por si mesmas, por medo e pudor, porque não ajo eu a favor delas, por elas? Porque não ajo eu para que os meus filhos possam viver numa sociedade melhor, mais tolerante? Porque não ajo eu por mim e pelos meus interesses?

Vou começar a agir.

O fim dos blogues

Sempre que se fala na morte dos blogues por causa do Facebook ou do Twitter fico com vontade de rir, pois no dia em que a blogosfera morrer haverá muita gente a escrever um post sobre o assunto.

by Marco Santos in Bitaites

RIP Michael Jackson

Aos 50 anos de idade faleceu um dos maiores ícones de sempre da música pop, Michael Jackson, vítima de paragem cardíaca. Sendo que há quem aponte a culpa para os medicamentos que tomava a fim de ficar em forma para a maratona de concertos que se avizinhava.

Homenagens fazem-se sentir por todo o Mundo. No e-bay encontra-se à venda o seu nariz aka tomada eléctrica e crianças uniram-se em marchas de júbilo.

Sentença pode expulsar Cientologia de França

A sentença do caso da Cientologia em França é hoje conhecida. Dependendo do veredicto a seita – acusada de forçar adeptos a pagar  ‘testes de personalidade’ oferecidos gratuitamente – pode ser expulsa de França.

Esta é a primeira vez que duas pessoas jurídicas – a associação espiritual da Igreja da Cientologia Celebrity Centre, a principal estrutura da organização, situada em Paris, e também a sociedade anónima SEL, livraria propriedade da Cientologia – integram o banco dos réus. Até este processo, apenas alguns membros desta Igreja tinham sido processados pela justiça. A organização é vista pelas autoridades francesas como seita. E hoje em caso de condenação, a Igreja da Cientologia corre o risco de ser banida do país.

No centro do processo estão acusações de uma mulher que afirma ter sido pressionada a pagar grandes somas de dinheiro por um teste de personalidade oferecido gratuitamente. A Igreja da Cientologia, acusada de fraude e formação de quadrilha e pode ser banida na França. A seita religiosa vê ainda sete dos seus membros também julgados por exercício ilegal de actividades farmacêuticas.

in DN

Primavera

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Mila Jovovich & Eurovisão

Não vale a pena entrar aqui numa longa dissertação sobre o Festival da Canção deste ano, que incluiram enormes afrontas à música e não só. Já o ano passado me dei a esse trabalho e sob o risco de me tornar repetitivo, não vale a pena elaborar mais comentários.

Curioso e o que me faz escrever aqui, é a notícica do JN que nos diz que a provável anfitriã da Eurovisão, a decorrer na capital russa, será nada mais nada menos que a actriz, cantora, top model, Mila Jovovich, celebrizada pelo filme The Fifth Element (1997).

Curiosa ainda para mais, devido à sua nacionalidade ser ucraniana. Este facto inserir-se-ia na estratágia de cativar mais juventude para o visionamento da Eurovisão, que anda a perder espectadores e o brilho de edições anteriores.

O Festival de Eurovisão realiza-se por três etapas em 12, 14 e 16 de Maio, no Olympysky Arena, em Moscovo e Portugal será representado pelo grupo Flor-de-Lís (pelo menos não foi a Nucha).

O Desemprego

Cada vez entendo mais o motivo de as taxas de desemprego dispararem em flecha quais armas carregadas e potencialmente perigosas. Trabalho em Recursos Humanos e o meu trabalho é esse mesmo: dar trabalho a outros (entre outras coisas que me consomem a cabeça).

Contudo, o meu dia a dia é maioritariamente passado a fazer dinâmicas de grupo (vulgo entrevistas, mas numa versão mais moderna e rebuscada) de forma a avaliar potenciais candidatos a integrarem o emprego para o qual recruto. Não os contrato para full-time, é verdade. Mas recruto-os para part-time. Um part-time de segunda a sexta, 4 horas por dia, stressante é certo, mas comparativamente bem pago. Comparando com pessoas que trabalham 8 horas por dia e nem o ordenado mínimo auferem, por exemplo. À vontade e se tudo correr bem, eles conseguem auferir valores de 400€ por mês, se se esforçarem realmente.

Tenho é vindo a reparar que ninguém quer trabalhar e que as pessoas são arrogantes e dão cada vez mais uso à chamada pala de burro, sem terem margem de manobra mental para abrirem horizontes. Nas entrevistas, irritam-me sobretudo os atrasos. Atrasos esses que até tolero, porque é a primeira vez que se deslocam ao espaço, mas que abomino quando vêm associados a uma tremenda falta de responsabilidade e respeito. Outra coisa que me deixa transtornado, são as respostas secas e monossilábicas, que revelam que os candidatos não se estão a esforçar minimamente para ficar com a função. Ou aqueles que têm tanta pressa, desde o momento que entram e que se acham no direito de julgar que o entrevistador está a demorar mais do que devia e se acham no direito de fazer exigências despropositadas.

No nosso país, as pessoas não querem trabalho. Querem tacho e mama. E viver à mama do Estado é bom, quando outros trabalham para nos sustentar. Isso é o que odeio e isso é o motivo do desemprego e o estado do País.

Great Performers, pelo olhar da New York Times Magazine

Conheça os Great Performers do ano, da autoria do fotógrafo Paolo Pellegrin, com narração da jornalista Lynn Hirschberg e pelo olhar da New York Times Magazine. O portfolio dá-nos um set glamouroso, mas sem grandes penteados e maquilhagem. Um conjunto de fotos fantásticas, despidas de pretensiosismo.

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Great Performers 2008:

  • Kate Winslet, The Reader e Revolutionary Road
  • Frank Langella, Frost/Nixon
  • Robert Downey Jr., Iron Man e Tropic Thunder
  • Sean Penn, Milk
  • Kat Dennings, Nick and Norah’s Infinite Playlist
  • Mickey Rourke, The Wrestler
  • Penélope Cruz, Vicky Cristina Barcelona
  • Brad Pitt, Burn After Reading e The Curious Case of Benjamin Button

Pode ver o portfolio completo Great Performers, da New York Times Magazine, no site oficial.

Zack and Miri Make a Porno

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Invariavelmente todos nós um dia nos viramos para as estreias domésticas, através da obscuridade da internet. Até o mais púdico internauta. É a lei da vida, é a sobrevivência do mais forte e neste caso, a sobrevivência de quem tem a carteira mais pequena. Provavelmente terei um inspector da Polícia Judiciária que lê o meu blogue e portanto as três frases que escrevi acima poderão  não ser extremamente abonatórias a meu favor.

O que por aqui não gostamos é o facto de serem as distribuidoras de cinema a escolherem aquilo que é melhor ou pior para o cinéfilo. E assistimos constantemente ao adiar constante de filmes, que lá fora já estrearam há meses ou anos, porque as distribuidoras têm estratégias comerciais que lhes convém apenas ao bolso. Em Janeiro e Fevereiro, o cinéfilo assiste incrédulo ao entupimento das salas de cinema com os filmes nomeados para os Óscares. Por semana estream três ou quatro filmes bons. A partir de Março é a decadência e toca de encher chouriços. Ou então, toca de adiar e empurrar estreias para o fim do ano. Recentemente foi assim com The Strangers, Traitor, The Spirit e Zack and Miri Make a Porno.

E esta conversa toda é sobretudo para falar de Zack and Miri Make a Porno que devia estrear a 19 de Fevereiro, pela mão da Columbia TristarWarner, mas que viu a sua estreia adiada até data por definir. A esta altura, já o filme com Seth Rogen e Elizabeth Banks já deve ter estreado em muitas casas do nosso país. Não é certamente pela qualidade do filme, mas sobretudo pela polémica. A inclusão da palavra “porno” no título foi alvo de críticas pelo público americano: tanto que algumas cidades recusaram-se a exibir o poster e até a cadeia de supermercados Wall-Mart diz que só venderá DVDs da obra se a palavra “porno” for retirada da capa.

O que interessa no meio disto tudo é que mais uma vez um filme poderá ter sido também alvo de censura no nosso país. Aconteceu o mesmo com o recente Pineapple Express (mais uma vez com Seth Rogen), que seria uma comédia que envolvia um stoned constante e consumo de drogas. O filme já tinha data de estreia, mas foi adiado e remetido directamente para DVD. Tememos que tenha acontecido o mesmo com Zack and Miri Make a Porno. Ontem vi o filme, não é uma comédia em nada diferente das outras nem especial, mas irrita-me o facto de apenas porque há palavrões, nudez e sexo, deva ser censurado. Afinal passa-se o mesmo com filmes portugueses que estreiam e têm sucesso no nosso país ou até com as novelas.

Para calar a boca dos críticos do primeiro cartaz (que podem ver no topo deste post), a Weinsten Company divulgou estes dois, abaixo, numa absoluta provocação.

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E como eu gosto de provocações.

Parelhas.

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Uma série de fotos da autoria de Annie Leibovitz para a Vanity Fair, com os realizadores e os seus actores principais. Se são bons cinéfilos, digam-me a que filmes se referem.

Podem ver todas as fotos no sítio da Vanity Fair.

A Tradição já não é o que era!

A expressão é corrente e é constantemente citada “a tradição já não é o que era“. Vivemos numa sociedade globalizada o que, com o passar dos anos, traz como consequência o desaparecimento da individualidade e cultura de cada país e/ou região. Não sendo necessariamente mau pois, em nome da tradição, cometeram-se actos atrozes, como o caso do Holocausto ou da Inquisição Espanhola.

Contudo, assistimos hoje em dia a um recriar constante dos símbolos tradicionais e uma renovação desses mesmo valores. É o caso no nosso país, por exemplo, dos Galos de Barcelos. Neste caso, foi a vez das Matrioshkas, fantásticas bonecas russas, que a convite da Vogue russa foram recriadas por 31 designers de moda, como Prada, Moschino, Saint Laurent, Armani, Dolce&GabanaOscar de La Renta, numa abordagem vanguardista do tema.

Ficam com alguns exemplos:

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As bonecas podem ser vistas na Vogue Rússia de Novembro e também no site vogue.ru.

Copyright e o Jornal Sol

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Hoje a minha cara-metade resolveu experimentar através do site Copyscape se alguém me andava a plagiar pela blogosfera afora. Curiosidade apenas, claro está. A questão é que o dito site indicou-me que uma crítica minha ao recente filme Revolutionary Road tinha um artigo correspondente em outro site, cujas 134 palavras correspondiam com as minhas.

Eu bem sei que na internet reina a máxima de Lavoisier “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” e sinceramente nunca me preocupei grandemente com essas questões de copyright e direitos de autor. Mas quando o plágio vem directamente de um jornal nacional, aí o caso muda de figura. Neste caso, coube ao Jornal Sol essa proeza magnífica. Bem sei que a sinopse é curta, mas quando os media do nosso país são incapazes de criar algo original é triste.

Ora reparem. A crítica original (muito mais completa que a sinopse do site) encontra-se em Revolutionary Road, por Tiago Ramos e comparem os primeiros três parágrafos do texto com a sinopse que o Jornal Sol apresenta, na secção de estreias da semana. Omite-se uma frase que não interessava e altera-se uns parênteses e voilá!, eis que temos uma sinopse de Revolutionary Road prontinha a publicar no site.

Shame on you, Sol!

Isn’t She Something?

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Devia ter cerca de 12, 13 anos quando vi pela primeira vez tal figura em acção e fascinou-me pela beleza e sensualidade. Jessica Alba protagonizava então a série de James Cameron, Dark Angel e que era transmitida pela RTP2. Chegou até a ser nomeada para os Globos de Ouro pelo seu desempenho. Talento à parte, pois é sempre uma questão subjectiva, a actriz é conhecida pela sua ingenuidade e valores morais, mas ao mesmo tempo consegue respirar sexappeal, tal como aconteceu em Sin City.

Sim, apesar de parecer algo artificial nesta foto, isn’t she something?

Katy Perry Em Busca da Voz Perdida

Eu confesso que a sonoridade pop de Katy Perry é difícil de retirar da cabeça. Sabia também que a voz dela era bastante modificada, porque é impossível alguém cantar com um timbre daqueles, mas nunca imaginei que fosse tanto assim. Como tal, Katy Perry e os seus produtores deveriam receber o Óscar de Melhores Efeitos Sonoros, pelo videoclip de Hot’n’Cold:

Agora confirmem sem efeitos sonoros:

Tragam já o Óscar para estes senhores!

O que estás a fazer, Cavaco?

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Até Cavaco Silva já aderiu à moda do Twitter.

A Presidência da República está a partir desta terça-feira oficialmente presente na rede social ‘Twitter’, através da qual será possível acompanhar a agenda de Cavaco Silva. http://twitter.com/presidencia

Já agora Cavaco, se quiseres adiciona-me http://twitter.com/tiago_ana.

A Dobradinha

Já mencionei o mesmo assunto aqui duas vezes seguidas, com esta é a terceira, mas não é todos os dias que Kate Winslet ganha dois Globos de Ouro, ainda para mais em categorias principais.

Penso que os vídeos falam por si…

Globos de Ouro 2009 – Cinema

Os vencedores dos Globos de Ouro 2009 foram anuciados, com a habitual pompa e circunstância, numa cerimónia que não trouxe grandes surpresas, salvo duas ou três excepções, mas que consolidou ainda mais a corrida para os Óscares.

Melhor Filme (Drama)

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  • Slumdog Millionaire
  • O Estranho Caso de Benjamin Button
  • Frost/Nixon
  • The Reader
  • Revolutionary Road

 

Melhor Realizador

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  • Danny Boyle (por Slumdog Millionaire)
  • Stephen Daldry (por The Reader)
  • David Fincher (por O Estranho Caso de Benjamin Button)
  • Ron Howard (por Frost/Nixon)
  • Sam Mendes (por Revolutionary Road)

 

Melhor Actor (Drama)

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  • Mickey Rourke (por The Wrestler)
  • Leonardo DiCaprio (por Revolutionary Road)
  • Frank Langella (por Frost/Nixon)
  • Sean Penn (por Milk)
  • Brad Pitt (por O Estranho Caso de Benjamin Button)

Melhor Actriz (Drama)

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  • Kate Winslet (por Revolutionary Road)
  • Anne Hathaway (por O Casamento de Rachel, Rachel Getting Married, no original)
  • Angelina Jolie (por A Troca, Changeling, no original)
  • Meryl Streep (por Dúvida, Doubt, no original)
  • Kristin Scott Thomas (por I’ve Loved You So Long)

 

Melhor Actriz (Comédia ou Musical)

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  • Sally Hawkins (Happy-Go-Lucky)
  • Rebecca Hall (por Vicky Cristina Barcelona)
  • Frances McDormand (por Destruir Depois de Ler)
  • Meryl Streep (por Mamma Mia!)
  • Emma Thompson (por Last Chance Harvey)

 

Melhor Filme (Comédia ou Musical)

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  • Vicky Christina Barcelona
  • Happy-Go-Lucky
  • Destruir Depois de Ler
  • In Bruges
  • Mamma Mia!

 

Melhor Actor (Comédia ou Musical)

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  • Colin Farell (In Bruges)
  • Javier Bardem (por Vicky Cristina Barcelona)
  • James Franco (por Pineapple Express)
  • Brendan Gleeson (por In Bruges)
  • Dustin Hoffman (por Last Chance Harvey)

 

Melhor Actor Secundário (Drama) e (Comédia ou Musical)

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  • Heath Ledger (por O Cavaleiro das Trevas)
  • Tom Cruise (por Tempestade Tropical)
  • Robert Downey, Jr. (por Tempestade Tropical)
  • Ralph Fiennes (por A Duquesa)
  • Philip Seymour Hoffman (por Dúvida)

 

Melhor Actriz Secundária (Drama) e (Comédia ou Musical)

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  • Kate Winslet (por The Reader)
  • Amy Adams (por Dúvida)
  • Penélope Cruz (por Vicky Cristina Barcelona)
  • Viola Davis (por Dúvida)
  • Marisa Tomei (por The Wrestler)

 

Melhor Animação

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  • WALL.E
  • Bolt
  • O Panda do Kung Fu

 

Melhor Filme Estrangeiro

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  • A Valsa com Bashir
  • Everlasting Moments
  • Gomorra
  • I’ve Loved You So Long
  • The Baader Meinhof Complex

 

Melhor Guião

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  • Slumdog Millionaire (por Simon Beaufoy)
  • O Estranho Caso de Benjamin Button (por Eric Roth)
  • Dúvida (por John Patrick Shanley)
  • Frost/Nixon (por Peter Morgan)
  • The Reader (por David Hare)

 

Melhor Composição Musical

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  • Slumdog Millionaire (por A. R. Rahman)
  • O Estranho Caso de Benjamin Button (por Alexandre Desplat)
  • A Troca (por Clint Eastwood)
  • Defiance (por James Newton Howard)
  • Frost/Nixon (por Hans Zimmer)

 

Melhor Música Original

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  • “The Wrestler” – Bruce Springsteen – The Wrestler
  • “Down to Earth” – Peter Gabriel/Peter Gabriel and Thomas Newman – Wall-E
  • “Grant Torino” – Gran Torino
  • “I Thought I Lost You” – Miley Cyrus and John Travolta/Miley Cyrus and Jeffrey Steele – Bolt
  • “Once In A Lifetime” – Cadillac Records

Poucas novidades e muitas consagrações. Slumdog Millionaire sai o grande campeão da noite, com quatro prémios em categorias principais, Wall-E arrecada o galardão esperado, bem como Valsa com Bashir que destrona Gomorra e sobretudo, a quase-certeza que Heath Ledger receberá também um Óscar póstumo. De lamentar, a exclusão de O Curioso Caso de Benjamin Button, que enfrenta a injustiça de ser um ano com competição aguerrida. Tenho a certeza que, em outras circunstâncias, o filme seria o grande vencedor.

Por outro lado, a surpresa está nos dois Globos de Ouro para Kate Winslet, por The Reader (Actriz Secundária) e Revolutionary Road (Actriz Principal), que já merecia há muitos anos uma distinção. Ficaria agradado se também recebe o Óscar nas categorias equivalentes, mas essa é realmente a minha grande dúvida.

Taaz – Online Makeover

Repara-se por outros blogues que Taaz – Online Makeover é o programa online sensação do momento.  O conceito do mesmo é, usando fotos pré-definidas ou as nossas próprias (só podem ser usadas fotos de mulheres, a não ser que os homens queiram mudar muito o seu look), proporcionar uma mudança visual, com direito a maquilhagem e penteado novos.

Eu próprio, no auge da minha masculinidade, rendi-me ao uso desse programa, o qual me proporciona momentos de expansão de criatividade. Ora reparem nos meus feitos:

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Se quiseres experimentar também, basta usares o programa AQUI.

(Uma nota para quem compra maquilhagem: o programa, ao serem seleccionadas cores de base, eyeliners, batôns ou sombras, informa-nos do nome do tom e da marca. Assim, é mais fácil procurar numa loja aquele tom que mais prefere.)

Os Melhores e os Piores do Cinema em 2008

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Confesso que em 2008 não fui assim tanto ao cinema nem vi assim tantos filmes, porque principalmente dediquei-me a ver filmes de anos anteriores que já todos tinham visto, excepto eu. Como tal, esta lista poderá ser algo medíocre, mas baseia-se puramente nos filmes que eu vi e/ou que me lembro.

Sem mais demoras, adiante.

Os melhores filmes de 2008

O Orfanato: O filme é de 2007, mas só estreou no nosso país este ano e não podia deixar que ele passasse ao largo. Mais uma prova em como o cinema espanhol tornou-se num dos melhores do mundo. É verdade que poderá ser algo previsível em algumas cenas, mas a originalidade com que foi abordado merece distinção. Uma excelente mistura de terror, drama e mistério.

O Cavaleiro das Trevas: Foi talvez a maior surpresa do ano, a nível pessoal. Nunca fui fã de filmes de acção ou de banda desenhada e nunca vi nenhum dos anteriores por isso mesmo. Não costumo suportar mesmo. Devido ao burburinho instalado em relação ao filme de Christopher Nolan e à morte de Heath Ledger, vi o filme sozinho no cinema e fiquei deslumbrado pela complexidade e profundidade do argumento, com os seus frequentes dilemas morais.

Ensaio sobre a Cegueira – Incompreendido por muitos e amado por alguns, este será sobretudo o filme que mais aguardei este ano. Fruto de uma adaptação do conhecido romance de José Saramago, que tanto gostei, Ensaio sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles, é um murro no estômago de crueldade e (des)humanismo. É agonizante de tão verdadeiro e plausível. Acaba por reforçar, mais uma vez, o brilhante currículo de Meirelles na realização.

Juno – Outro que também é de 2007, mas só chegou a Portugal em Fevereiro deste ano. Juno apresenta-se como uma comédia dramática bastante amadurecida e surpreendentemente inteligente. Excelente argumento de Diablo Cody.

Vigilância – De Jennifer Lynch, passou despercebido pelo nosso país, sobretudo por culpa das distribuidoras portuguesas. O filme acabou por passar em poucas salas, apenas as ditas alternativas. O filme apresenta-se como um thriller psicótico, onde todas as personagens se cruzam entre si, com um argumento surpreendente e espectacular, sobretudo no seu desfecho.

Cashback: Bem-vindo ao Turno da Noite – Filme de 2006, mas que só estreou em Maio deste ano no nosso país. E chegou tarde, porque poucos filmes são detentores de uma originalidade tão grande e com diálogos tão bem orquestrados.

O Enigma de Fermat – Outro filme de 2007, que só este ano chegou a Portugal e mais um filme espanhol. Acaba por se tornar um pouco previsível, mas o argumento original e algumas interpretações fantásticas perdoam isso.

Os piores filmes de 2008

Não te Metas com o Zohan – Provavelmente dos piores do ano, senão o pior. Obviamente que não vi o Meet the Spartans, o Meet Dave ou Superhero Movie, filmes que alguns acham os piores de sempre. No entanto, este filme tornou-se dos mais incongruentes, ridículos e pouco divertidos de sempre, com excessivas referências sexuais e com humor demasiado banal.

Mamma Mia! – Dos maiores blockbusters do ano em todo o mundo e, a meu ver, dos mais sobrevalorizados. O argumento é demasiado ridículo e artificial, com interpretações que deixam a desejar e com grandes actores que são reduzidos a nada.

Vestida para Casar – Diverte bastante, é verdade. Mas é um filme bastante machista, ridículo e que reduz a actriz principal a um mero acessório.

10.000 A.C. – Um filme que praticamente não consegui ver até ao fim, de tão doloroso que foi o seu visionamento. Péssimas interpretações, incongruências históricas, factuais e geográficas. Um dos maiores flops de sempre.

Hancock – Deu-me vontade de sair do cinema ao início, pois não sabia o que esperar do filme. Ao fim, acabou por me fazer rir em algumas cenas, mas não deixa de ser aquilo que é: um filme comercial, bastante sobrevalorizado e sem sentido.

Saw V – Depois do Saw IV, este será provavelmente o mais fraco da saga, mas ao mesmo tempo terá tanto de bom como de mau. Menos gore, mais conteúdo, mas substancialmente mais fraco. É um dilema pessoal.

Melhores Actores/Actrizes:

Belén Rueda (O Orfanato)

Heath Ledger (O Cavaleiro das Trevas)

Piores Actores/Actrizes:

Mark Wahlberg (O Acontecimento)

Amanda Peet (Ficheiros Secretos: Quero Acreditar)