Category Archives: Porto

MayDay, MayDay!

Eu participei!

… e gostei

Porque eu até gosto disto e apetece-me ir à marcha!

O meu sonho é chegar ao restaurante chinês onde vou jantar agora e dizer isto:

Desordem Mental (26)

Sabemos que já estamos integrados numa empresa quando passamos a receber e-mails de corrente e powerpoints.

Considerações pouco futebolísticas

Questiono-me se os senhores adeptos do FCP sabem que a partir das 22h não deviam fazer tanto barulho, como fizeram no Domingo. Caramba, já deviam estar habituados a tantas taças, para quê tanto alarido?

RH

Sinto-me cansado de trabalhar em RH. Sinceramente, eles são tudo menos humanos. Deixa-me exaurido o facto de as  pessoas serem ignorantes e entrarem aos gritos numa recepção, de não saberem ler recibos ou de serem impacientes ou pouco compreensivos.

Primavera

Isto da chegada da Primavera e do tempo quente inspira-me sensações dúbias. Não gosto muito de chuva em demasia, mas também não sou fã de muito calor e sinceramente aprecio mais o frio. Contudo, estas noções intermédias de temperatura logo pela manhã e estar à sombra num dia de sol sabe-me bem.

Mas ao mesmo tempo que me sabe bem, irrita-me o facto de estar fechado num escritório o dia inteiro, com o dia excelente que está lá fora e apetece mais ir às compras (isto nas semanas em que se ganha o Euromilhões) ou ir para uma esplanada tomar café e/ou águas gaseificadas. Curiosamente se é fim-de-semana ou feriado e estou em casa, apetece-me tudo menos sair de casa para ir ás compras ou para uma esplanada. Mesmo que o dia esteja exactamente no ponto pretendido. Ele há coisas.

Por outro lado, se está quente o suficiente para se andar de manga curta na rua, as temperaturas fresquinhas do escritório ainda não convidam a tal. Ora pois bem, daqui nota-se perfeitamente a minha veia de eterno indeciso.

E se há uns anos quando estava em casa sem nada para fazer e me sentia deprimido por esse mesmo facto, apetece-me pegar na máquina do tempo do Walter Bishop de Fringe e esbofetear-me naquela altura para ver se ganhava juízo. Bom é estar em casa e viver de rendimentos, isso sim.

E só por isto tudo, apetecia-me estar na rua agora. E depois de almoço, ainda me vai apetecer mais a tal esplanada com café e/ou águas gaseificadas.

Ódio de Estimação

A impressora do meu local de trabalho odeia-me. Odeia-me com todas as suas peças, luzes, folhas e tonners. Sempre, mas mesmo sempre que decido tirar a tarde inteira para imprimir contratos, acaba-se o tonner. Sempre. Cabra.

Isto de ser Gestor de Cliente!

Isto de ser Gestor de Cliente tem muito que se lhe diga. O termo é um eufemismo para trabalho escravo, com muito processo administrativo e de recursos humanos à mistura. O maior problema é que além de fazermos o nosso trabalho, fazemos o de tantos outros e quando chegamos a meio do processo pior ainda.

E não me venham falar em período de adaptação, que esse já passou há muito tempo, se é que tive oportunidade de passar por ele. E quando os pedidos chegam a mais do que o desejado e humanamente possível, pior ainda.

Hoje já me fartei de imprimir coisas, de arquivar processos e currículos, bem como atender dezenas de reclamações de pagamentos (hoje 100% delas infundadas).

Isto cansa, caramba! E hoje ainda é segunda-feira.

Cinemateca e Biblioteca

Cinemateca de grande cinéfilo não está completa sem a filmografia do grande David Lynch. Recordado disso hoje adquirimos Mulholland Drive, com Naomi Watts:

Mas também, afectados pelo espírito do recente Fantasporto, não resistimos a adquirir o livro Asfixia, do autor de Clube de Combate, Chuck Palahniuk e que foi recentemente lançado para o cinema:

E já agora se quiser ler uma crítica sobre a versão cinematográfica, basta clicar AQUI.

Sessão de Encerramento: Fantasporto 2009

Este não é o Fantas da crise!“, disse Beatriz Pacheco Pereira na sessão de abertura do Fantasporto deste ano. E no final do festival internacional de cinema do Porto, facilmente nos apercebemos disso pela divertida sessão de encerramento que encheu a o Grande Auditório do Teatro Rivoli.

Longe da austeridade e glamour de outros eventos e festivais, o Fantasporto revelou mais uma vez o seu espírito espontâneo e divertido a que já habituou os cinéfilos por excelência. Este ano, o grande vencedor do festival foi uma animação sem diálogos, da autoria de Bill Plympton, Idiots and Angels, que acabou por vencer também o prémio para Melhor Argumento. Por seu lado, o prémio especial do júri seguiu para a Coreia do Sul, com Hansel & Gretel, de Pil-Sung Yim, que venceu também o Prémio Orient Express para Melhor Filme.

Eden Lake, de James Watkins, venceu o prémio de Melhor Realizador e de Melhor Actor (Jack O’Connell), enquanto que a Melhor Actriz foi para Macarena Gómez, por Sexykiller, morirás por ella. O prémio para Melhor Fotografia coube a Unborn e a Melhor Curta-Metragem foi Next Floor. Astrópía, um dos grandes favoritos do festival, ficou-se por uma menção honrosa do júri internacional.

Na Semana dos Realizadores, Moscow, Belgium, levou o grande prémio, enquanto que o júri optou por Palermo Shooting, de Wim Wenders. Na mesma secção, o melhor realizador foi Bent Harner, por O’ Horten e por sua vez o melhor argumento foi o de Vanished Empire. Brian Cox e Mamatha Bhukya, foram respectivamente o melhor actor e actriz. A lista completa dos vencedores, pode ser vista no site oficial.

A cerimónia de atribuição dos prémios decorreu sem nada de importante a registar, excepto a presença absolutamente genial da actriz espanhola Macarena Gómez, que numa paródia a Penélope Cruz, dedicou o prémio, não aos espanhóis, mas… aos portugueses. Bastante apreciada foi também a presença de Paul Schrader, Wim Wenders e José Fonseca e Costa, bem como de centenas de outros convidados especiais como Malu Mader e Paulo Pires.

Num discurso activista proferido por Mário Dorminsky, um dos fundadores e director do Fantas, foi reforçado que, apesar de 2009 ter sido o ano em que o festival menos apoios económicos recebeu, foi o ano que mais filmes teve em competição e exibição, com mais convidados e entre os quais, nomes importantes do cinema. O Fantasporto 2009 cresceu também em público cerca de 25%, bem como em popularidade, tendo sido interessante ver como os media deram ainda mais enfâse do que o habitual ao festival. Apesar de os dados oficiais ainda não terem chegado, estima-se que 70 mil pessoas afluíram ao festival deste ano, com cerca de 50 mil espectadores pagantes.

É triste apercebermo-nos que um festival como este, prestes a chegar à edição número 30, não recebe apoios do Estado Português, apesar de ter recebido já vários prémios nacionais, bem como ter sido considerado pela Variety, como um dos 25 festivais de cinema do mundo. Espera-se um posicionamento diferente do Ministério da Economia, bem como do Instituto do Cinema e do Audiovisual, no próximo ano. O Fantasporto é actualmente um dos eventos que mais leva o nome do Porto e do Portugal para o estrangeiro e como tal, deve ser apoiado.

No final do discurso, Mário Dorminsky deu umas pistas para a próxima edição do Fantasporto que decorrerá de 26 de Fevereiro a 6 de Março de 2010, na comemoração dos 30 anos do festival. Segundo o fundador, a edição 30 do Fantasporto fará a ligação entre o cinema e a ciência robótica, bem como homenagear o realizador Luís Galvão Teles.

A sessão de encerramento finalizou com a exibição do filme Adam Resurrected, do alemão Paul Schrader, o qual reforçou que apesar de ser sobre a temática do Holocausto, é uma história puramente fictícia nascida da mente do escritor Yoram Kaniuk.

Sessão de Encerramento Fantasporto: Adam Resurrected

Complexo, forte e profundo.

Fantasporto: Choke

Uma comédia com contornos dramáticos, surpreendentemente inteligente.

STOMP – Foi ontem!

Electrizante, coordenado e divertido.

Chin-Chu-Ti-Ãn

E às vezes dá-nos nisto, mesmo com comida feita em casa.

Através do serviço de delivery, encomendámos mais uma vez comida chinesa e que bem que me soube uns crepes chineses, com molho de soja e picante, umas hóstias de camarão, van tan frita, vaca picante com pimentos e arroz chau-chau.

rabos, injecções e enfermeiras

enfermeira1Escrevo-vos este post com um ardor no rabo. Não, não se enganaram no blogue, nem estão a ler as confissões de um antigo interno da Casa Pia. Foi hoje finalmente o dia que fui levar a primeira das injecções que tenho para tomar, por receita médica. Já havia manifestado aqui o meu desagrado perante tal acção, mas à força da (muito) convincente cara-metade tive de fazer o tal sacríficio.

A parte interessante é que a enfermeira (bastante simpática, até) disse-me que como eram vitaminas, que provavelmente iriam doer mais. Por serem mais espessas e/ou oleosas provocam esse efeito doloroso. E se o meu receio já estava elevado, disparou ainda em flecha. Contudo, depois de a senhora enfermeira me mandar baixar as calças (suspeito! Eu ainda procurei o Carlos Cruz debaixo da marquise marquesa…), não senti praticamente nada, a não ser um ligeiro desconforto. Antes disso, obviamente que tive o à vontade de questionar se doeria durante muito tempo, pois passo muito tempo sentado. Um homem prevenido vale por dois. Confesso, não doeu tanto assim. Mas agora estou com ardor no rabo. Agora livrem-se de tecer comentários.

O Desemprego

Cada vez entendo mais o motivo de as taxas de desemprego dispararem em flecha quais armas carregadas e potencialmente perigosas. Trabalho em Recursos Humanos e o meu trabalho é esse mesmo: dar trabalho a outros (entre outras coisas que me consomem a cabeça).

Contudo, o meu dia a dia é maioritariamente passado a fazer dinâmicas de grupo (vulgo entrevistas, mas numa versão mais moderna e rebuscada) de forma a avaliar potenciais candidatos a integrarem o emprego para o qual recruto. Não os contrato para full-time, é verdade. Mas recruto-os para part-time. Um part-time de segunda a sexta, 4 horas por dia, stressante é certo, mas comparativamente bem pago. Comparando com pessoas que trabalham 8 horas por dia e nem o ordenado mínimo auferem, por exemplo. À vontade e se tudo correr bem, eles conseguem auferir valores de 400€ por mês, se se esforçarem realmente.

Tenho é vindo a reparar que ninguém quer trabalhar e que as pessoas são arrogantes e dão cada vez mais uso à chamada pala de burro, sem terem margem de manobra mental para abrirem horizontes. Nas entrevistas, irritam-me sobretudo os atrasos. Atrasos esses que até tolero, porque é a primeira vez que se deslocam ao espaço, mas que abomino quando vêm associados a uma tremenda falta de responsabilidade e respeito. Outra coisa que me deixa transtornado, são as respostas secas e monossilábicas, que revelam que os candidatos não se estão a esforçar minimamente para ficar com a função. Ou aqueles que têm tanta pressa, desde o momento que entram e que se acham no direito de julgar que o entrevistador está a demorar mais do que devia e se acham no direito de fazer exigências despropositadas.

No nosso país, as pessoas não querem trabalho. Querem tacho e mama. E viver à mama do Estado é bom, quando outros trabalham para nos sustentar. Isso é o que odeio e isso é o motivo do desemprego e o estado do País.

Saúde?

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Portugal não está de boa saúde. Nem Portugal nem os milhões de utentes do país que não têm médico de família atribuído, que num caso de doença não tem acesso a médico no centro de saúde, porque não há médicos, que não pode ir às Urgências porque o seu estado não é suficientemente grave para ser consultado, nem pode ir a serviços complementares de apoio, como o SASU, sem ouvir expressões como “Ah, tem as tensões muito baixas. E sim, realmente pode ser anemia. É melhor ir ao médico o quanto antes…“.

O Simplex não funciona, o SNS não funciona. E as pessoas adoecem sem ter acesso a uma alternativa, pessoas que estão há mais de dez anos sem médico de família e que, em caso de doença, é comparecer no centro de saúde, rezando que exista um médico, na maior das caridades, que o atenda.

Stomp :: Coliseu do Porto

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Dia 19 de Fevereiro – Coliseu do Porto

3, 2, 1…

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E pronto, começou o Ano Novo. E foi assim a modos que uma passagem de ano muito boa. Ao invés de sair para a Avenida dos Aliados como o ano passado, apenas com o intuito de apanhar uma grande seca, ouvir Marco Paulo e apanhar uma gripe, ficámos em casa. E apesar de ser uma passagem de ano do it yourself, não quer com isto dizer que terá sido aborrecida ou que não teve direito a festim. Ora pois bem:

– Lombo de porco assado no forno em papel de alumínio, com cenouras.

– Batatas fritas

– Bolachas

– Mega-taça de salada de frutas

– Pêssego em calda

– Mon Chéri

– Tostas com paté de sardinha

– Tremoços

– Azeitonas

– Frutos Secos

– Broas

– Coca-Cola

– Espumante Raposeira

Tudo isto numa pequena mesinha, eu de pijama entre o computador e a televisão, com o meu amor ao lado. Não é preciso muito para se ser feliz ou para se divertir. É verdade que o lombo ficou a modos que sensaborão, que as tostas estavam moles, que os frutos secos eram péssimos e que o Raposeira não mereceu mais que um trago e uma careta feia, mas de qualquer forma foi uma boa passagem de ano. Especialmente com a sogra ao telefone a mandar beijinhos e a desejar muitas felicidades. Ainda pensei em comer 12 tremoços em vez das 12 passas, mas depois com o péssimo gosto do espumante na boca, não me apeteceu muito mais.

E agora estamos em 2009. Grande sensação! Sinto-me como se tivesse renascido. Not. É por isso que me pergunto: de que vale estar um ano inteiro a planear uma passagem de ano e gastar imenso com ela, se tudo passa tão depressa? Afinal tanto o réveillon como a vida são feitos de coisas simples.