Monthly Archives: Outubro 2008

Ensaio sobre a Cegueira – José Saramago

null

Influenciado pela recente adaptação do romance Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, ao cinema e de toda a polémica que surgiu em seu redor, resolvi finalmente ler o mesmo. E se um dia as pessoas começassem a cegar? É a pergunta que o Nobel da Literatura nos coloca e o romance gira em torno desse mote.

Ensaio sobre a Cegueira será, a par de Intermitências da Morte, dos melhores livros de Saramago que já li. Saramago aborda o tema da cegueira de uma forma metafórica, conseguindo traduzir os sentimentos das personagens de uma forma muito verdadeira e real. O livro chega a ser agonizante, cruel, chocante e sufocantes, de tão intensos que são os relatos. Os ambientes são antagónicos à cegueira que é descrita no livro: soturnos, negros, decadentes e tristes, enquanto que esta cegueira não é comum, física ou literal. O mal-branco, como lhe chama o autor é, acima de tudo, o mal da alma, a cegueira do espírito e daqueles que vêem.

A escrita de Saramago isenta de grandes regras ortográficas e de pontos, mas com uma grande afluência de vírgulas, ajuda a respirar e viver as personagens, fazendo com que através de uma linguagem e discurso correntes, os acontecimentos sejam descritos de uma forma rápida e vertiginosa, levando-nos como que a cegar com eles. O autor não deu nome à cidade, ao país, não datou os acontecimentos, nem sequer deu nome às personagens, deixando-nos cegos, tão confusos quanto eles. Afinal, num mundo de cegos, para que servem os nomes? As personagens são dadas a conhecer pelas suas características ou situações; pois temos “o primeiro cego”, “a mulher do médico”, “a rapariga dos óculos escuros”, “o velho da venda preta”, “o médico” ou o “rapazinho estrábico”.

O relato de Saramago acaba por incendiar a nossa mente, revoltando o nosso pensamento com quadros mentais de tudo o que se passa naquele país imaginário. É incrível apercebermo-nos como todas as estruturas sociais que conhecemos actualmente, deixam de existir e/ou de fazer sentido, como o pânico e o temor se instalam, como revela os instintos mais escondidos dos humanos, levando-os a agir quase como animais. Contudo, por uma razão absolutamente inexplicável e da qual também não se quer explicação, “a mulher do médico” não cegou e acaba por se tornar uma guia de todo o grupo: física e moral. Podemos comparar esta a outra personagem também imaginada por Saramago, desta vez O Memorial do Convento: Blimunda Sete-Luas. Ambas vêem aquilo que os outros não vêem, ambas são capazes de discernir o âmago humano e acima de tudo, ambas encontram-se num dilema: estarão abençoadas ou amaldiçoadas pela visão?

Por outro lado, também a personagem do “velho da venda preta” acaba por se tornar um elo importante no livro, pois apesar de antes de ser afligido pela cegueira, conseguir ver apenas através de um olho, é ele que numa fase inicial se torna o mensageiro entre o que se passa no manicómio onde estão de quarentena e o mundo real, lá fora. É ele que abre os olhos do leitor para a realidade da sociedade humana, levando-nos a questionar tudo o que conhecemos como aceitável.

O livro é de tal forma envolvente que passamos as linhas a evitar pestanejar, não vamos nós ficar cegos ou simplesmente perder a noção do que vemos. Ensaio sobre a Cegueira é, acima de tudo, um livro sobre o egoísmo humano e sobre aqueles que mesmo vendo, não vêem.

Anúncios

Problemas com a Bebida

null

Eu confesso… (16)

null

Hoje é aquela noite em que vou reprimir a lembrança que é o dia do concerto de Cansei de Ser Sexy, no Teatro Sá da Bandeira, do Porto, e eu não vou estar presente.

Nneka @ Live Casa da Música, Porto

Uma excelente versão acústica de Come, tocada por Nneka na Casa da Música, do Porto.

Desordem Mental (25)

Hoje estou num dia Não!, profissionalmente falando. Estou cansado que as pessoas me tomem por lerdo e que acima de tudo abusem de mim. Gradualmente, vou terminando com essas coisas. Mas há dias em que cansa.

Nneka – Casa da Música, Porto

null

Sendo a segunda vez que a jovem cantora nigeriana, Nneka, vinha a Portugal (a primeira foi no festival Sudoeste), era com alguma curiosidade que no dia 27 de Outubro me dirigi para o seu concerto na Casa da Música, Porto.

Nneka é mais que uma cantora. Nneka é uma voz política e de intervenção, que faz mais do que mostrar a sua música e foi dessa forma interventiva que a cantora se mostrou durante todo o concerto. De aspecto aparentemente singelo, com ar de menina rebelde, Nneka surgiu no palco da Sala 2, da Casa da Música, pequeno auditório, dado a este género de espectáculos. Sendo mais do que possuidora de uns dotes vocais invejáveis, Nneka canta as suas músicas, quase que seguindo um ritual de explicação das mesmas. E é nisso que Nneka difere de outras cantoras soul: a jovem nigeriana conseguiu criar um ambiente de convívio entre o público, mantendo uma conversa divertida e por vezes emotiva.

Nneka apelou diversas vezes para temas como a tolerância e o amor, sendo digna de nota, a altura em que, descrevendo o amor de forma bastante completa, a cantora sugeriu que todos “comessem amor, digerissem amor e… cagassem amor” (segundo palavras da própria). E o curioso é que nada disto foi dito com tom de malícia, como que sabendo de antemão que iria dizer algo chocante para alguns. Nneka fala como uma criança, de coração e mente abertos, mas com uma consciência social e política madura e acima da média. A cantora não se coibiu falar sobre os problemas de corrupção existentes na Nigéria, especialmente devido à exploração abusiva de petróleo no delta do rio Níger, local onde nasceu e cresceu.

A nigeriana não é dada a grande exposição pública, sendo que raras vezes se expunha a grandes planos ou focos, como que estando constantemente no seu pequeno mundo, tentando sentir e sofrer a sua própria música. Nneka deu primazia, sobretudo aos membros da sua banda, aos quais se notava que possuía uma grande intimidade.

null

Detentora de uma voz inconfundível, Nneka surgiu maioritariamente com temas do álbum No Longer At Ease, mas também nos brindou com muitos bons temas do seu disco de estreia Victim of Truth. À banda, composta por um baixista, um teclista, um baterista e um guitarrista, nota-se que lhe é permitido explorar a sua criatividade momentânea, havendo espaço para frequente improviso. Durante aquilo que se pode considerar um intervalo, momento este em que Nneka abandonou o palco, houve lugar para um tema cantado pelo próprio teclista. O improviso notou-se também pelo alinhamento, que não era rígido, mas que ia surgindo e sendo escolhido pela cantora, à medida da ocasião. Temas como Gipsy, The Uncomfortable Truth (que em bom português popular basicamente significa “faz aquilo que digo, mas não faças aquilo que faço”), Confession, o acústico Come With Me fizeram parte desse mesmo alinhamento.

Uma das surpresas da noite aconteceu quando Nneka e a sua banda nos brindaram com novo tema, ainda não editado e composto há cerca de um mês durante a sua digressão. Este tema, de carácter forte, assenta nas raízes do reggae, do soul, com uma grande noção de ritmo latino, quem sabe até flamenco. Suffri, Heartbeat, Beatiful e Níger Delta foram, seguramente, dos temas que trouxeram momentos mais marcantes, durante este espectáculo. Por fim, o concerto esteve para fechar com Lord of Mercy, um tema mais virado para a reflexão e meditação, uma oração de agradecimento a Deus, facto que Nneka não deixou de frisar. No entanto, Nneka ainda regressou ao palco para um encore onde cantou o tema Focus. E foi com esse mote, de mantermos a nossa mente e coração focados continuamente no nosso objectivo, que a cantora deixou o público portuense, com a certeza, sobretudo, que nos brindou com uma grande noite de música soul, hip-hop e reggae.

A Casa Quieta, de Rodrigo Guedes de Carvalho

nullA Casa Quieta é um romance do jornalista e escritor Rodrigo Guedes de Carvalho. O livro apresenta uma história de silêncio e de solidão. Do modo como a solidão pode ser vivida no vazio de uma casa, num relacionamento ou na morte de alguém.

A Casa Quieta não é um romance de fácil leitura, faltam por vezes encadeamentos lógicos na maneira de expor aquilo que pensa, somos forçado a entrar na mente do escritor, pensar como ele pensa, ver como ele vê. Acima de tudo, Rodrigo Guedes de Carvalho, tem neste livro, uma escrita cerebral. O livro toca a temática da inevitabilidade da morte, assunto tantas vezes focado na literatura, de uma forma agonizante e por vezes cruel. Estando a casa quieta durante toda a história, as personagens num processo contínuo de analepses e prolepses entram em dor, com recurso aos temas do cancro, morte, adultério.

A Casa Quieta é um livro desassossegado, que nos recorda que as memórias não trazem consolo, nem sempre a recordação significa quietude e calma. É uma escrita que consome a mente e dificulta o pensamento, como que sendo inebriante pela (pouca) fluidez das palavras.

Não sendo um mau livro, depende do estado de espírito.

Victim of Truth

Bem, mais logo… Nneka na Casa da Música do Porto! Depois trago notícias!

Prémio Dardos

null

A administração deste blogue (vulgo, eu mesmo) agradece à blogger Manga Dalpaka a atribuição do Prémio Dardos.

Este prémio, por tradição, deve seguir para mais 13 Bloguistas, que se pretende homenagear não só pela criatividade mas também pela inteligência e cultura, entre outras qualidades.

Ora aqui vai a lista:

Eu confesso… (16)

Irrita-me quando as pessoas não fazem aquilo que lhes digo, acabando por sobrar trabalho para mim. Sim, odeio processamentos de salários.

Nneka, The Singer Bunny

null

Crónica do Pingo Doce

null

Sabe Bem, Pagar Tão Pouco, já dizia o slogan. Na realidade, não considero que os supermercados Pingo Doce sejam tão baratos assim, mas são os melhores na relação qualidade/preço. Não sou pago para fazer publicidade ao Pingo Doce, mas já penso nisso, bem que podia meter uma cunha ao Jerónimo Martins.

As lojas Pingo Doce têm várias componentes positivas. A primeira delas é a proximidade do consumidor, facto este que me leva a utilizar para fazer algumas compras. Outra delas são os produtos, marca Pingo Doce, que apresentam bom aspecto e muita qualidade. Nomeadamente, alguns que passo a citar e descrever:

Angus Beef: Da melhor carne que já comi. Muito tenra e suculenta, para grelhar apenas com sal e pimenta.

null

– Lombos de Salmão: Apesar de haver, de vez em quando, alguns que não têm tão bom aspecto ou têm muitas espinhas, a grande maioria deles têm boa cor e são bastante saborosos. Especialmente os mais finos, temperados com sal, pimenta, alho e limão e depois grelhados.

– Pão Quente: A partir das 18h00 há fornadas de meia em meia hora de pão de diversos tipos, quente, com sabor e aspecto caseiro. Muito bom.

null

– Frutas e Legumes: Apresentam uma grande diversidade, ao contrário do que poderíamos imaginar. Todos eles em bom estado de conservação, desde cebolas e alhos, até batatas para fritar, cozer e assar, passando por maçãs, mangas, maracujás…

null

– Sumos naturais: Reforçados com uma nova gama, os sumos naturais Pingo Doce são bastante saborosos e refrescantes.

null

– Gelados Selecção: Sinceramente, dos melhores gelados que já comi; chegam ao ponto de superar os da HäagenDazs e os Carte D’Or. Os melhores são os Lemon Cheesecake, Rochery (chocolate e noz) e os Sorbet de Manga e Limão.

null

– Crepes Chineses e Almôndegas: Duas refeições semi-prontas, que se tornam práticas, rápidas e muito saborosas.

null

– Puré de Batata: Congelado, é só juntar leite e temperos a gosto. Prático e não fica nada a dever ao preparado em casa.

null

– Frango Assado: Encomendados de um dia para o outro, frangos assados semi-caseiros, com bastante picante e muito apetecíveis.

null

– Cereais de Pequeno-Almoço: Só experimentei uns cereais equivalentes aos Golden Grahams, da Nestlé. Com leite, ficam ainda melhores que os originais.

null

– Bolo Brigadeiro: Fantástico, grande, barato e com sabor verdadeiro. O melhor bolo de brigadeiro que já comi.

Sim, consumo produtos do Pingo Doce e gosto. So what?

As Abelhas & O Pólen

null

www.acefalos.com

Recursos Humanos – TT

null

Na quinta-feira da semana passada lá comecei o meu primeiro dia de trabalho, numa nova função aliada à que exercia num call-center. A partir de agora sou o responsável pelo projecto Optimus Home, nas vertentes de recrutamento e gestão de contratos e vencimentos, entre outras coisas.

Quais são as implicações de tudo isto na minha vida? Bem, muitas. A primeira delas é o reconhecimento do meu trabalho, que me permitiu chegar a esta posição. As outras são bem mais complexas e importantes do que poderia imaginar. Uma empresa de trabalho temporário tem uma rotatividade muito grande, logo é necessária muita gestão de horários e tarefas, para controlar as saídas e entradas do projecto, mudanças de funções dentro do mesmo, admissões à Segurança Social, gestão de contratos de formação e contratos de trabalho, criar adendas aos mesmos, colmatar as lacunas dos colaboradores quando não entregam os documentos necessários, gerir as burocracias necessárias quando se contratam estrangeiros e a respectiva regularização junto da IGT, ora tirar cópias, ora enviar faxes, ora fazer impressões de contratos, ora levar para assiná-los, preparar fichas de inscrição, gerir os anúncios de recrutamento e contactar as pessoas para entrevistas e formações…

É um trabalho que apesar de me realizar, deixa-me bastante exausto. Nesta fase inicial ainda estou a aprender gerir as minhas próprias limitações, o stress e as pressões diárias. Confesso que não é fácil, que há dias que me apetece fugir ou chorar, mas isso é apenas o peso da responsabilidade e não quer dizer que não me sinta bem.

Portanto, já sabem: se precisam de um part-time, têm gosto por comunicar, trabalhar em equipa e sentem-se confortáveis perante a ideia de fazer vendas ao telefone basta pedirem-me.

Sorria, já está a trabalhar!

Eu confesso… (15)

Womanizer é capaz de ser o melhor videoclip da carreira de Britney Spears.

Jogo da Bolha – O que tem de aliciante?

null

Hoje convidaram-me a integrar um Jogo da Bolha. Obviamente que não quero participar, por vários motivos. Dinheiro fácil, ganhos garantidos e elevados. Tudo isso é verdade, mas em que medida pode o Jogo da Bolha tornar-se um ciclo vicioso?

O Jogo da Bolha cresceu nos casinos, com valores bastante elevados, mas expandiu-se para a população em geral. O Jogo da Bolha consiste no seguinte: uma pessoa arranja dois amigos. Cada um deles consegue mais dois jogadores e este grupo de sete pessoas é o nucleo inicial. Depois, cada um deles, dos quatro do último grupo, capta duas pessoas que entram para a Bolha pagando uma importância que pode ir de alguns euros a 1.000 ou mais. Quando entrarem as oito pessoas, se cada uma tiver pago 1.000 euros, o mentor da bolha inicial recebe os 8000 euros e sai do jogo. Então os dois jogadores seguintes dividem a Bolha inicial em duas, ficam no centro da mesma e o ciclo recomeça. Quando uma bolha tiver mais oito pessoas aderentes, a que está no centro sai, leva o dinheiro, os outros avançam para o centro e assim indefinidamente. A ideia subjacente a este conceito é ser simples, rápido, com lucro garantido e livra de IVA ou IRS.

Até que ponto isto é verdadeiro? A questão é que os últimos, se não conseguirem arranjar outras duas pessoas, perdem automaticamente o dinheiro. Isto torna-se num ciclo vicioso e os ganhos nunca são indefinidos (ou o grupo inicial dos sete é muito unido ou deixa de resultar). Passo a explicar: se para eu receber, tenho de dar entrada de oito pessoas; essas oito pessoas precisam de dar entrada a outras 120 pessoas e por aí em diante… é um ciclo vicioso e altamente instável, pois nunca se sabe quando vai parar.

null

A outra questão é a do IRS. O Fisco anda neste momento a investigar se este tipo de jogos são sujeitos a tributação ou não. Em princípio, todos os rendimentos têm de ser declarados e tributados. Mas este tipo de rendimento é uma espécie de novidade em Portugal e não se enquadra em nenhuma das situações previstas. Caso o Fisco conclua que a resposta é «sim», que este dinheiro deve ser declarado e tributado, outras questões se levantam. Nomeadamente, como controlar este tipo de rendimento, como saber quem está envolvido nos jogos e quanto ganham.

Contudo, um especialista em Direito Fiscal disse «aquilo é uma situação em que um indivíduo coloca dinheiro em jogo e que lucra colocando outros jogadores na roda, sendo empurrado para o centro da actividade com a entrada de novas pessoas. É uma actividade lucrativa por conta própria, não vejo por que há-de ser diferente do desenvolvimento de software, construção de computadores ou de apostar na Bolsa. Não é por ser um ganho que deve ser automaticamente tributável, mas diria que o Jogo da Bolha é uma actividade empresarial por conta própria, lucrativa, que pode ser tributada na categoria B do IRS».

Eu digo: se até as gorjetas dadas aos empregados de mesa e de balcão nos restaurantes têm de ser declaradas no IRS e estão sujeitas a uma taxa de 10% no IRS, quanto mais um esquema como este, que eu compararia a esquemas de pirâmide, como a Herbalife.

Eu não jogaria, apesar dos ganhos que daí poderiam advir, contudo a decisão é vossa.

Mais informações:

Google Chrome

null

Hoje decidi, finalmente, experimentar o Google Chrome. Como em casa uso Mac e ainda não existe versão do browser para este sistema operativo, instalei-o no trabalho.

O veredicto é que não é assim tão mau como julguei: um browser intuitivo, atractivo, com funcionalidades interessantes e, acima de tudo, rápido!

A Primeira Vez

null
Ontem, pela primeira vez, tive uma crise de rins e fiquei tão enjoado e zonzo, como raras vezes fiquei. Eu sei… praticamente não bebo água e ainda por cima, ando a tomar suplementos de Vitamina C!

Não esquecer:

Beber, pelo menos 2 Lts de água por dia. 

O Presente

Desde há muito tempo que eu dizia que gostava bastante de cactos e que achava bonito ter cactos pequenos. Ora pois bem, parece que a minha mulher se cansou de tanto ouvir falar do mesmo e hoje presenteou-me com os dois belos exemplares que podem ver acima. Sei que ter flores não é de homem… mas e cactos? Já viram coisa mais máscula que esta? null

Homer Simpson vota em Obama… ou pelo menos tenta!

The Simpsons: Treehouse of Horror XIX – 20.ª TEMPORADA